É oficial: a Suécia já faz parte da NATO

Antony Blinken e Ulf Kristersson
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Suécia passou esta quinta-feira a fazer parte, formalmente, da Aliança Atlântica. "Um dia histórico", declarou o secretário-geral da NATO.

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A Suécia aderiu oficialmente à NATO esta quinta-feira, tornando-se o 32.º membro da Aliança Atlântica e abandonando o estatuto de neutralidade que adotara após a Segunda Guerra Mundial.

O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, e o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, estiveram presentes na cerimónia que oficializou a adesão dos suecos à NATO. Um "momento histórico para a Suécia", segundo Blinken, que acrescentou: "É histórico para a Aliança. É histórico para as relações transatlânticas. A nossa aliança na NATO é agora mais forte, maior do que alguma vez foi".

Já o primeiro-ministro sueco, concordando que foi um dia "histórico", assinalou que o país está honrado, mas também orgulhoso: "Estaremos à altura das expectativas de todos os aliados da NATO. Estamos unidos. União e solidariedade serão a luz que guia a Suécia", acrescentou.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, também se congratulou com o "dia histórico" em que a Suécia passou a fazer, oficialmente, parte da NATO, que sai "mais forte" com esta adesão. 

Em comunicado, Stoltenberg destacou que Estocolmo tomará a partir de hoje o lugar "que é seu por direito à mesa da NATO, com igual voto nas decisões e políticas". E lembrou que o país nórdico goza agora da "proteção ao abrigo do Artigo 5, garantia última da segurança e liberdade dos aliados".

Na próxima segunda-feira, a bandeira sueca será içada no exterior da sede da NATO, em Bruxelas.

A Suécia, tal como a Finlândia, que se juntou à NATO no ano passado, abandonou o estatuto de neutralidade que mantinha há décadas na sequência da invasão russa da Ucrânia.

 A adesão da Suécia foi adiada devido a objeções da Turquia e Hungria, Estados-membros da Aliança Atlântica, que acabaram eventualmente por concordar com a entrada dos nórdicos.

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