Ataques russos deixam Ucrânia às escuras e fazem pelo menos cinco mortos

Equipas de resgate procuram por desaparecidos nos escombros
Equipas de resgate procuram por desaparecidos nos escombros Direitos de autor AP/Belarusian Presidential Press Service
De  Euronews
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Rússia lança ataques a infraestruturas elétricas da Ucrânia e deixa várias cidades sem energia. Pelo menos cinco pessoas morreram e há ainda dezenas de feridos e desaparecidos. Kremlin deixa cair "operação militar especial" e adota "estado de guerra".

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Pelo menos cinco pessoas morreram e outras 14 ficaram feridas na sequência de ataques russos a infraestruturas elétricas da Ucrânia. Há ainda um número considerável de desaparecidos, de acordo com as autoridades.

As tropas russas disparam mais de 20 mísseis em direção a Zaporíjia. Os ataques atingiram uma zona residencial e também causaram um incêndio na central hidroelétrica de Dnipro, que fornece eletricidade para a central nuclear de Zaporíjia, a maior instalação de energia nuclear da Europa. 

O governador regional de Zaporíjia, Ivan Fedorov, disse que a central nuclear estava "à beira de um apagão", acrescentando que sete edifícios na região foram destruídos e outros 35 danificados.

A cidade de Kharkiv, uma das maiores da Ucrânia, ficou esta sexta-feira parcialmente sem eletricidade, disse o governador da região Oleg Synehubov. Em Odessa, mais de 53.000 famílias também ficaram sem energia. 

Também há registo de vítimas na região de Kmenytsky, no oeste da Ucrânia. As equipas de resgate procuram por pessoas desaparecidas nos escombros.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy disse que a Rússia lançou mais de 60 drones Shahed e cerca de 90 mísseis na Ucrânia durante esta vaga de ataques noturnos.

A escalada do conflito não se fica apenas pelo terreno, mas também na linguagem utilizada. Aquilo que começou como uma "operação militar especial", passou agora a ser abertamente apelidada pela Rússia de "guerra", com o apoio do Ocidente.

"Estamos em estado de guerra. Sim, começou por ser uma operação militar especial, mas assim que este bando que se formou por lá, quando o Ocidente se tornou um participante ao lado da Ucrânia, já passou a ser uma guerra para nós. Estou convencido disso", admitiu o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

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