Rússia e China vetam resolução dos EUA que pedia cessar-fogo imediato em Gaza

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Embaixador russo questionou o vocabulário na resolução apresentada pelos EUA no Conselho de Segurança da ONU.

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A Rússia e a China vetaram esta sexta-feira um projeto de resolução proposto pelos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU que determinava "um cessar-fogo imediato e sustentado" na guerra de Israel contra o Hamas em Gaza.

Foi a primeira vez que os Estados Unidos pediram um cessar-fogo imediato em Gaza no Conselho de Segurança, após terem vetado vários projetos de resolução apresentados por outros países.

Segundo a AP, 11 dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU votaram a favor, três votaram contra (Rússia, China e Argélia) e um absteve-se (Guiana). Rússia e China são membros permanentes do Conselho de Segurança, pelo que o voto contra representa um veto. 

Antes da votação, o embaixador russo, Vassily Nebenzia, declarou que Moscovo apoia um cessar-fogo imediato em Gaza mas questionou o vocabulário utilizado na resolução, acusando o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e a embaixadora norte-americana Linda Thomas-Greenfield de "enganarem a comunidade internacional" por razões "politizadas".

A resolução norte-americana pedia um cessar-fogo imediato de cerca de seis semanas para proteção dos civis e que permitisse a entrada de mais ajuda humanitária em Gaza, mas sugeria que o cessar-fogo estaria dependente da libertação dos reféns israelitas. 

França prepara nova resolução

O presidente francês informou entretanto que Paris vai trabalhar numa nova resolução para levar ao Conselho de Segurança da ONU, juntamente com a Jordânia e os Emirados Árabes Unidos, com vista a um cessar-fogo em Gaza, apesar dos vetos desta sexta-feira.

Macron afirmou que a mudança no tom de Washington significa que há esperança para progressos com uma eventual nova resolução que seja apoiada pelos estados árabes, e que estes consigam convencer Moscovo e Pequim a não se oporem a um novo texto. 

Na quinta-feira, os líderes europeus conseguiram ultrapassar as diferenças e, pela primeira-vez, pediram na cimeira de Bruxelas uma "pausa humanitária imediata que leve a um cessar-fogo sustentável" em Gaza. 

Já esta sexta-feira, no final da cimeira da UE, os primeiros-ministros de Espanha, Irlanda e Eslovénia anunciaram que estão prontos a reconhecer o Estado da Palestina como a "única forma de alcançar a paz e a segurança" na região do Médio Oriente.

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