China terá obtido dados de dezenas de milhões de eleitores britânicos

As sanções abrangem uma empresa e duas pessoas ligadas ao governo chinês
As sanções abrangem uma empresa e duas pessoas ligadas ao governo chinês Direitos de autor Andy Wong/AP
De  Euronews
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Em resposta aos alegados atos de pirataria informática, o Reino Unido e a China sancionaram uma empresa e duas pessoas ligados ao governo de Pequim.

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Os governos dos EUA e do Reino Unido anunciaram na segunda-feira sanções contra uma empresa e duas pessoas ligadas ao governo chinês por causa de uma série de atividades cibernéticas maliciosas dirigidas ao organismo de controlo eleitoral do Reino Unido e a legisladores de ambos os países.

As autoridades dizem que as pessoas sancionadas são responsáveis por atos de pirataria informática que podem ter levado a obter acesso a informações sobre dezenas de milhões de eleitores do Reino Unido na posse da Comissão Eleitoral. Acusam-nas também de ciberespionagem dirigida a legisladores que têm falado abertamente sobre as ameaças da China.

Explica Oliver Dowden, vice-primeiro-ministro do Reino Unido: "Posso confirmar que atores afiliados ao Estado chinês foram responsáveis por duas campanhas cibernéticas maliciosas que visaram as nossas instituições democráticas e os nossos deputados. Vários dos nossos parceiros internacionais, incluindo os Estados Unidos, emitirão declarações semelhantes para expor esta atividade e responsabilizar a China pelos padrões contínuos de atividades hostis que visam as nossas democracias coletivas".

Dowden explicou que o Reino Unido sancionou dois indivíduos e uma entidade associadas ao grupo APT31, afiliado ao Estado chinês. Na segunda-feira, o antigo líder do Partido Conservador britânico, Iain Duncan Smith, apelou ao Governo para classificar a China como "uma ameaça" em vez de um "desafio".

Ambos são membros da Aliança Interparlamentar sobre a China, um grupo de pressão internacional que tem como objetivo combater a crescente influência de Pequim e que denuncia alegados abusos de direitos por parte do governo chinês.

Em resposta, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China afirmou que os países deveriam basear as suas reivindicações em provas e não "difamar" outros sem base factual.

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