China volta a tentar mediar negociações de paz entre Rússia e Ucrânia

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Enviado chinês Direitos de autor Ng Han Guan/AP
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Enviado chinês esteve em Moscovo e deverá seguir agora para a Ucrânia, tendo ainda visitas marcadas para mais três países europeus.

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O enviado especial da China para a Eurásia, Li Hui, esteve no domingo em Moscovo, onde se reuniu com o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Mikhail Galuzin, naquela que parece ter sido uma nova tentativa chinesa de mediar negociações de paz entre Rússia e Ucrânia.

Fontes citadas pela imprensa chinesa informaram que Li Hui foi a Moscovo para discutir a "crise ucraniana" - termo usado por Pequim para se referir à guerra na Ucrânia - e que o enviado chinês conseguiu que o vice-ministro russo concordasse que o conflito deverá ser, em última análise, resolvido através de negociações entre as partes. 

O comunicado de imprensa oficial divulgado por Moscovo, porém, nada refere sobre a necessidade de recurso à diplomacia, sublinhando apenas que "qualquer discussão de um acordo político e diplomático é impossível sem a participação da Rússia". A declaração frisa ainda que "os ultimatos" promovidos por Kiev e o ocidente em relação à Rússia apenas prejudicam a perspetiva de um eventual acordo e não podem servir de base à negociação.

Depois da visita a Moscovo, o enviado chinês deverá ainda visitar a Ucrânia, bem como França, Alemanha e Bélgica. Em maio do ano passado, Li Hui fez uma viagem semelhante, sem quaisquer resultados concretos em termos de cedências dos dos lados em conflito.

Alemanha acusa Rússia de "guerra de informação"

O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, acusou no domingo a Rússia de conduzir uma "guerra de informação" para criar divisões em solo alemão. Foi a primeira declaração do ministro depois da divulgação pela imprensa russa de um áudio de uma reunião de altos responsáveis militares alemães, que são ouvidos a debater a eventual entrega à Ucrânia de mísseis de cruzeiro alemães Taurus, que conseguem alcançar alvos a 500 quilómetros de distância. O chanceler alemão Olaf Scholz tem rejeitado o envio destes mísseis para Kiev, pelo menos publicamente, ainda que a Ucrânia os tenha pedido repetidamente.

"O incidente é muito mais do que a interceção e divulgação de uma conversa, é parte de uma guerra de informação que Putin está a travar", disse Pistorius no domingo. "É um ataque híbrido de desinformação. É sobre divisão. É sobre minar a nossa unidade", acrescentou o governante, que defendeu que os militares alemães não estavam a discutir planos com os mísseis Taurus mas "cenários teóricos" de como este tipo de armamento poderia ser usado pela Ucrânia, nomeadamente para atingir alvos na Crimeia.

No sábado, o chanceler alemão já tinha considerado a fuga de informação "muito grave" e sublinhou que estava a ser investigada de forma rápida mais cuidadosa.

O antigo presidente russo, Dmitry Medvedev, que é vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, disse no domingo que a gravação mostra que Berlim está a preparar-se para lutar contra Moscovo. Um porta-voz da diplomacia russa garantiu que o país tinha "pedido uma explicação" à Alemanha na sequência da gravação agora conhecida.

No terreno, o balanço de um ataque russo letal à cidade de Odessa, no domingo, voltou a subir: pelo menos 12 pessoas morreram, incluindo cinco crianças, entre os quatro meses e os nove anos. Um edifício residencial foi atingido por um drone que fez colapsar uma grande parte do prédio com 18 apartamentos.

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