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"Estado da União": Baixa da taxa de juros e desafios alimentares

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, participa numa conferência de imprensa após uma reunião do conselho do BCE em Frankfurt
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, participa numa conferência de imprensa após uma reunião do conselho do BCE em Frankfurt Direitos de autor Michael Probst/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Michael Probst/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
De  Isabel Marques da Silva
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O corte "histórico" na taxa de juros do Banco Central Europeu e os desafios alimentares da União Europeia - tanto na produção agrícola como no desperdício de comida - estão em destque no programa. O úlrimo tema é debatido com Christophe Diercxsens, diretor de Relações Públicas na Too Good To Go.

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A crise inflacionária mais recente começou em 2022, após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia. O índice harmonizado de preços ao consumidor atingiu um pico de 10,6% em outubro de 2022, na União Europeia.

Em resposta, o Banco Central Europeu (BCE) começou a aumentar as taxas de juro, deixando as famílias e as empresas sob pressão devido ao elevado valor dos seus pagamentos bancários.

Dois anos depois, a inflação na zona euro caiu para 2,6%, perto dos 2% considerados a taxa ideal, pelo que o BCE fez, esta semana, um anúncio que deverá trazer alívio.

A redução das taxas de juro em 25 pontos base foi explicada pela sua presidente, Christine Lagarde, como uma decisão prudente dados os riscos que ainda existem: "Estamos determinados a garantir que a inflação regresse ao nosso objetivo de médio prazo de 2% em tempo útil. Manteremos as taxas diretoras suficientemente restritivas durante o tempo que for necessário para atingir este objetivo”.

Agricultores protestam novamente

“Agricultores guerreiros” é como se autodenominaram os participantes numa manifestação esta semana, em Bruxelas. Estão insatisfeitos com as recentes alterações introduzidas na Política Agrícola Comum (PAC) para responder à onda de protestos que dura há meio ano.

O protesto foi convocado por organizações agrícolas próximas da extrema-direita, com os oradores vindos desses partidos na Polónia, Bélgica e Países Baixos, por exemplo. A Copa-Cogeca, principal federação de agricultores europeus, não participou.

No entanto, os organizadores recusaram essa associação, com Sieta van Keimpema, da Farmers Defense Force dizendo "isso é uma mentira que ouvimos repetidamente. Não há política neste protesto e não há nada de extremo, exceto as pessoas que mentem" .

É fundamental produzir alimentos de qualidade a um preço justo, mas também evitar o desperdício alimentar, que equivale a 20% do que é adquirido pelos consumidores. O desperdício alimentar tem um impacto ambiental significativo em termos de utilização do solo e da água, mas também em termos de emissões de gases poluentes que afetam o clima.

Para discutir soluções, a Comissão Europeia organizou, esta semana, o Fórum Europeu sobre Desperdício Alimentar do Consumidor, com pesquisadores e outros profissionais, incluindo Christophe Diercxsens, diretor de Relações Públicas da empresa de impacto social Too Good To Go.

“A Comissão Europeia colocou sobre a mesa uma proposta para introduzir metas juridicamente vinculativas de redução do desperdício alimentar na UE, que está atualmente em negociação nas instituições da UE”, explicou à Euronews.

“Ao nível do consumidor, é importante haver mais campanhas educativas para que haja um novo respeito pelos alimentos e, também, usar um pouco de bom senso com certas práticas, como aprender a cozinhar com ingredientes excedentes ou ter um dia em que só se comem sobras, por exemplo", acrescentou.

(Veja na íntegra no vídeo)

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