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Protesto em Telavive: milhares continuam a exigir libertação de reféns israelitas em Gaza

Um manifestante segura um cartaz durante um protesto que assinala os nove meses do início da guerra em Gaza, a 7 de julho de 2024
Um manifestante segura um cartaz durante um protesto que assinala os nove meses do início da guerra em Gaza, a 7 de julho de 2024 Direitos de autor Leo Correa/Copyright 2024 The AP All rights reserved
Direitos de autor Leo Correa/Copyright 2024 The AP All rights reserved
De  Euronews com AP
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Artigo publicado originalmente em inglês

Os manifestantes exigem mais ação por parte do governo para chegar a um acordo de cessar-fogo e garantir a libertação dos cerca de 120 israelitas que continuam reféns do Hamas em Gaza.

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Milhares de israelitas organizaram um protesto em massa, bloqueando as estradas de Telavive, naquilo a que chamam um "Dia de Perturbação".

Marcando nove meses desde o início da guerra em Gaza, a manifestação começou às 6h29 da manhã, hora local, o momento exato em que o Hamas lançou os seus primeiros rockets antes da sua incursão em Israel, a 7 de outubro.

Os membros do Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas no ataque surpresa e fizeram 250 reféns.

Aos gritos de "Deal now" (Acordo já), os manifestantes exigem mais ação por parte do governo israelita para chegar a um cessar-fogo e garantir a libertação dos restantes israelitas que continuam reféns do Hamas em Gaza.

"Fair e Eitan foram raptados a 7 de outubro do Kibbutz Nir Oz, sob a vigilância de Netanyahu. Agora a responsabilidade é dele, há nove meses que está a perder tempo. Exigimos um acordo já. É a única maneira", disse a manifestante Dalia Kushnir-Horn, cuja irmã foi uma das pessoas levadas em cativeiro pelo Hamas.

Telavive tem assistido semanalmente a este tipo de protestos em massa, que têm também uma dimensão política. Muitos manifestantes exigem que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu convoque novas eleições e se demita.

Manifestantes agitam bandeiras israelitas durante um protesto em Telavive que assinala os nove meses do início da guerra em Gaza, 7 de julho de 2024
Manifestantes agitam bandeiras israelitas durante um protesto em Telavive que assinala os nove meses do início da guerra em Gaza, 7 de julho de 2024Leo Correa/Copyright 2024 The AP All rights reserved

Acusam-no de colocar a sua sobrevivência política à frente das vidas dos reféns israelitas.

Entretanto, Israel e o Hamas aproximaram-se mais de um possível acordo de cessar-fogo, depois de o Hamas ter aparentemente deixado cair a sua exigência de que qualquer acordo inclua o fim total da guerra.

Ambas as partes têm-se culpado mutuamente pela falta de progressos nas negociações do cessar-fogo e ainda subsistem lacunas significativas.

Uma das principais exigências do Hamas era o fim permanente das hostilidades e a retirada total dos militares israelitas de Gaza. Israel, por outro lado, só concordou, em princípio, com uma pausa temporária nos combates, afirmando que a sua prioridade era a destruição total do Hamas.

A ofensiva de retaliação de Israel já matou mais de 38 mil palestinianos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, que não faz distinção entre combatentes e civis na sua contagem.

Cerca de 120 reféns permanecem em cativeiro em Gaza, depois de mais de 100 terem sido libertados no âmbito de um acordo de cessar-fogo em novembro.

Israel concluiu que mais de 40 dos restantes reféns estão mortos e teme-se que o número aumente à medida que a guerra se arrasta.

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