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"Ucrânia vai parar Putin", diz Biden na abertura da cimeira da NATO

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos Direitos de autor Evan Vucci/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Evan Vucci/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
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No discurso de abertura da cimeira da NATO, em Washington, Biden declarou ainda a aliança transatlântica "mais forte do que nunca" e anunciou mais ajuda militar a Kiev, nomeadamente baterias de mísseis Patriot e outros sistemas para reforçar as defesas aéreas da Ucrânia.

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No discurso de abertura da cimeira da NATO, evento que assinala o 75.º aniversário da aliança transatlântica, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, insistiu que a Ucrânia não vai recuar perante a agressão russa.

"Na Europa, a guerra de agressão de Putin contra a Ucrânia continua, e Putin não quer nada menos do que a subjugação total da Ucrânia para acabar com a democracia da Ucrânia. Destruir a cultura ucraniana e apagar a Ucrânia do mapa. E sabemos que Putin não se vai ficar pela Ucrânia. Mas não se enganem, a Ucrânia pode e vai parar Putin". referiu Biden.

O líder da Casa Branca declarou a aliança militar "mais poderosa do que nunca", numa altura em que enfrenta um "momento crucial" com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Considerando que os "autocratas" subverteram a "ordem mundial", Biden anunciou mais ajuda militar a Kiev.

O presidente dos Estados Unidos e os líderes da Alemanha, Itália, Países Baixos e Roménia vão doar baterias de mísseis Patriot e outros sistemas para reforçar as defesas aéreas da Ucrânia.

"No total, a Ucrânia receberá centenas de intercetores adicionais durante o próximo ano, ajudando a proteger as cidades ucranianas contra os mísseis russos e as tropas ucranianas que enfrentam os seus ataques na linha da frente", revelou o presidente norte-americano.

"A guerra terminará com a Ucrânia a permanecer um país livre e independente", disse Biden. "A Rússia não prevalecerá. A Ucrânia prevalecerá".

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, aprovou a doação de um equipamento semelhante aos Patriot, o sistema de defesa aérea SAMP/T.

"Estes cinco sistemas estratégicos de defesa aérea ajudarão a proteger as cidades ucranianas, os civis e os soldados, e estamos a coordenar estreitamente com o governo ucraniano para que estes sistemas possam ser utilizados rapidamente", lê-se num comunicado conjunto.

"Estamos a trabalhar num novo anúncio este ano de sistemas estratégicos de defesa aérea adicionais para a Ucrânia".

Para além dos sistemas de médio alcance Patriot e SAMP/T, os EUA e os seus aliados afirmaram que iriam fornecer à Ucrânia dezenas de sistemas táticos de curto alcance, incluindo o NASAMS de fabrico americano-norueguês, Hawks de fabrico americano, os sistemas Iris fabricados por um consórcio europeu e blindados Gepard alemães.

"Defender a liberdade e democracia"

Jens Stoltenberg, o secretário-geral cessante da NATO, discursou antes de Biden e exortou o Ocidente a continuar a enviar armas e munições para a Ucrânia, custe o que custar.

"O maior custo e o maior risco será se a Rússia vencer na Ucrânia", alertou Stoltenberg, acrescentando que o conflito entre a Rússia e a Ucrânia será um momento definidor do futuro da segurança global.

"Não só encorajaria o presidente Putin. Também encorajará outros líderes autoritários no Irão, na Coreia do Norte e na China. Todos eles apoiam a guerra brutal da Rússia. Todos eles querem o fracasso da NATO.", vincou Stoltenberg.

"Por isso, o resultado desta guerra irá moldar a segurança mundial durante as próximas décadas. O momento de defender a liberdade e a democracia é agora. O lugar é a Ucrânia", concluiu.

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