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Peskov diz que Moscovo está preparado para iniciar negociações com Trump

Matrioskas com as figuras de Trump e Putin
Matrioskas com as figuras de Trump e Putin Direitos de autor  Dmitri Lovetsky/C AP
Direitos de autor Dmitri Lovetsky/C AP
De Manuel Ribeiro  & euronews
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O porta-voz do Kremlin disse na sexta-feira que Putin quer dialogar e acrescentou que não são precisas “condições prévias” para agendar um encontro com o futuro presidente dos EUA.

Depois de Donald Trump ter dito que está a preparar um encontro com Vladimir Putin, o porta-voz do Kremlin Dimitri Peskov afirmou, na sexta-feira, que a porta está “aberta”, mas sublinha que “ainda não há pormenores” sobre qualquer encontro formal.

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Na quinta-feira, Donald Trump disse que estava a preparar uma reunião com o presidente russo, mas não indicou qual seria a data para o encontro, até porque ainda não tomou posse.

“O presidente Putin quer se encontrar. Ele disse-o publicamente e temos de acabar com esta guerra. É uma confusão sangrenta”, disse Trump sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, citado pela agência Reuters.

O Kremlin reagiu na sexta-feira de manhã, através do seu porta-voz, Dmitry Peskov. “Não são necessárias condições prévias para organizar um encontro entre Putin e Trump, mas ainda não há pormenores”, disse.

“O presidente Putin tem afirmado repetidamente a sua abertura a contactos com líderes internacionais, incluindo o presidente dos EUA, e incluindo Donald Trump. O que é necessário é um desejo mútuo e vontade política para conduzir um diálogo, para resolver os problemas existentes através do diálogo”, disse o porta-voz presidencial russo Dmitry Peskov, citado pela Interfax.

Peskov congratula-se com a disponibilidade expressa por Trump “para resolver problemas através do diálogo” e sublinhou que ainda não havia “detalhes” sobre a organização da reunião.

“Partimos da disponibilidade mútua para uma reunião. Muito provavelmente, haverá alguns movimentos depois que o Sr. Trump entrar no Sala Oval”, concluiu o porta-voz do Kremlin.

A tomada de posse de Donald Trump, agendada para 20 de janeiro, introduz uma nova dose de incerteza sobre o desenrolar da guerra, que dura já há quase três anos, e sobre a possibilidade de o conflito terminar num futuro próximo.

A Ucrânia depende do apoio militar e financeiro sobretudo proveniente dos EUA, para se defender da agressão russa. Trump tem criticado Joe Biden devido aos milhares de milhões de dólares que a sua administração gastou na Ucrânia e garantiu que pode acabar com a guerra em 24 horas, no seu primeiro dia de mandato, mas não explicou como vai atingir esse objetivo.

Outras fontes • Agências

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