O investigador, detido desde junho de 2024, foi trocado por um jogador de basquetebol russo detido em França a pedido dos Estados Unidos.
O investigador francês Laurent Vinatier foi libertado na quinta-feira, 8 de janeiro, no âmbito de uma troca de prisioneiros, anunciou a agência estatal russa Tass.
O FSB, principal serviço de informações de Moscovo, citado pelas agências noticiosas, anunciou a libertação de um jogador de basquetenol, envolvido na troca de prisioneiros.
"O jogador de basquetebol Daniil Kasatkin, um cidadão russo detido em França cuja extradição para os Estados Unidos tinha sido pedida pelas autoridades americanas, foi enviado de volta para a Rússia. Kasatkin foi trocado pelo cidadão francês Laurent Claude Jean-Louis Vinatier", explicou.
Minutos depois, o presidente francês anunciou a libertação de Vinatier. "O nosso compatriota Laurent Vinatier está livre", anunciou Emmanuel Macron nas redes sociais, reforçando que o investigador já se encontrava em solo francês. O chefe de Estado expressou a sua"gratidão aos nossos agentes diplomáticos pela sua mobilização".
Preso na Rússia desde junho de 2024, Laurent Vinatier foi "perdoado por decreto presidencial", segundo o FSB. Este anúncio surge no dia seguinte ao Natal ortodoxo, uma época de indultos presidenciais, embora não seja uma prática regular.
Investigador especializado no antigo bloco soviético, Laurent Vinatier trabalhava para uma ONG suíça. Em 2024, foi detido pelas autoridades russas, que o acusaram de não se ter registado como "agente estrangeiro". Foi, mais tarde, condenado a três anos de prisão.
Em agosto passado, o tribunal de Moscovo abriu um novo processo, desta vez por espionagem, uma acusação punível com 20 anos de prisão.
Na sua conferência de imprensa de fim de ano, em 19 de dezembro de 2025, Vladimir Putin foi recentemente interrogado sobre o destino de Laurent Vinatier:"Pessoalmente, é a primeira vez que ouço falar disso. Vou tentar saber o que se está a passar", respondeu o chefe do Kremlin.
No final do mês, Moscovo fez uma "proposta" a França relativamente ao investigador. O anúncio foi interpretado por alguns como uma vontade de retomar o diálogo com Paris. Ao mesmo tempo, o Kremlin indicou que Vladimir Putin estava disposto a dialogar com Emmanuel Macron.
O Eliseu considerou este facto"bem-vindo" e afirmou que as suas equipas iriam "aconselhar sobre a melhor forma de proceder", insistindo que tal deveria ser feito"comtotal transparência" com Kiev e os parceiros europeus.