Líderes como Friedrich Merz, Giorgia Meloni e Donald Tusk enviaram mensagens de apoio, enquanto Ursula von der Leyen ofereceu assistência técnica da UE para investigar o acidente.
A magnitude do acidente ferroviário de domingo em Córdoba, que causou a morte de pelo menos 39 pessoas e mais de 150 feridos, ultrapassou as fronteiras espanholas, provocando uma onda de solidariedade internacional.
À medida que os pormenores do impacto entre o comboio Iryo e o comboio Renfe Alvia foram surgindo, as mensagens dos líderes europeus inundaram as redes sociais, sublinhando a consternação que o continente está a viver.
Grito de união de todas as capitais
Um dos primeiros a reagir foi o primeiro-ministro da Polónia, Donald Tusk, que através da sua conta "X" expressou a sua proximidade ao povo espanhol: "Os meus pensamentos estão com as famílias das vítimas e com todos os afetados pelo trágico acidente na Andaluzia. A Polónia está solidária com Espanha neste momento difícil", escreveu.
Em Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni expressou a sua "profunda tristeza" com a notícia. Meloni enviou uma mensagem de apoio direto a Pedro Sánchez e aos serviços de emergência que continuam a trabalhar na zona de Adamuz: "Estou a seguir com dor as notícias que chegam de Córdoba. Toda a minha proximidade às famílias das vítimas e ao povo espanhol nesta terrível tragédia", afirmou o líder italiano.
Do país vizinho, a mensagem de apoio chegou pelas mãos do primeiro-ministro Luís Montenegro que através da rede social X diz que fez chegar a Pedro Sánchez "toda a solidariedade de Portugal" como também disponibilizou todo o apoio que o país precisasse.
Esta tarde o ministério dos Negócios Estrangeiros português fez saber que pelo menos dois cidadãos portugueses estiveram envolvidos no acidente ferroviário.
Também o chanceler alemão Friedrich Merz associou-se ao luto europeu, sublinhando a gravidade do acontecimento: "Estou profundamente chocado com o terrível acidente de comboio no sul de Espanha. As nossas condolências vão para as famílias dos falecidos e desejamos uma rápida recuperação aos muitos feridos. A Alemanha está ao lado dos nossos amigos espanhóis", afirmou o Chefe de Estado alemão.
Líderes de todo o espetro político e geográfico juntaram-se a estas vozes nas últimas horas. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, expressou as suas "mais sinceras condolências" e, do norte da Europa, o líder norueguês Jonas Gahr Støre sublinhou que o seu país está solidário com Espanha "neste dia de profunda dor".
A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, também quis mostrar o apoio total das instituições europeias. Numa mensagem na rede social X, Kallas enviou os seus pensamentos às famílias dos mortos e desejou uma rápida recuperação aos feridos, reafirmando que a Europa permanece unida perante esta catástrofe.
Instituições da UE em alerta
Os principais dirigentes da União Europeia também reagiram de imediato. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi das mais ativas, assegurando numa publicação escrita em espanhol que "toda a Europa está de luto com Espanha" e colocou à disposição das autoridades locais todos os meios técnicos necessários para a investigação.
Na mesma linha, António Costa, presidente do Conselho Europeu, e Roberta Metsola, presidente do Parlamento Europeu, também enviaram mensagens de encorajamento em espanhol através da plataforma social X. Metsola destacou o trabalho dos voluntários e da Unidade Militar de Emergência (UME), qualificando de "heroico" o seu trabalho debaixo do ferro.
A importância do evento ultrapassou mesmo o Velho Continente. Mark Carney, primeiro-ministro do Canadá, descreveu a tragédia como "devastadora", colocando o foco internacional na segurança das infraestruturas de alta velocidade.
Um impacto que transcende o nível nacional
Embora o ministro dos Transportes, Óscar Puente, tenha defendido que o acidente ocorreu numa via com um investimento recente de 700 milhões de euros, o interesse internacional está agora centrado na segurança da rede de alta velocidade partilhada por operadores públicos e privados.
A notícia circulou rapidamente na Internet, onde meios de comunicação internacionais como a BBC e a CNN fazem a cobertura em direto.
Enquanto em Espanha a DGT e a Adif coordenam os cortes de tráfego ferroviário, o apoio internacional serve de consolo perante uma das piores tragédias ferroviárias da década.
O Rei e a Rainha de Espanha agradeceram igualmente as mensagens de solidariedade que continuam a chegar de todos os cantos do mundo, enquanto os hospitais de Córdoba reúnem esforços para salvar a vida dos 20 feridos graves que continuam hospitalizados.