A informação foi avançada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que detalhou que um dos portugueses "já se encontra bem e em casa", mas que não se sabe qual a condição clínica do outro cidadão.
Pelo menos dois cidadãos portugueses estiveram envolvidos no acidente ferroviário que ocorreu, no domingo, no município espanhol de Adamuz, na província de Córdoba, segundo informação avançada à agência Lusa pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e depois confirmada pela Euronews.
De acordo com a tutela, há registo de um caso que “foi sinalizado pelas autoridades espanholas", sendo que ainda não foram dadas "notícias sobre o seu estado de saúde". Além disso, outra cidadã portuguesa também esteve envolvida na colisão, sendo que esta "se encontra bem e já em casa".
O mais recente balanço das autoridades dá conta de 39 mortos e mais de 100 feridos, muitos deles com gravidade. O acidente já é considerado o mais grave acidente ferroviário em Espanha desde 2013.
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, através de uma publicação no X, relatou ter enviado "toda a solidariedade de Portugal ao Reino de Espanha, aos familiares e amigos das vítimas do grave acidente ferroviário em Córdoba", por via do seu homólogo espanhol.
"Para além de sentirmos a dor dos nossos vizinhos e amigos espanhóis, disponibilizamos o nosso apoio para o que for necessário", escreveu ainda o governante português na referida rede social.
O incidente ocorreu quando o comboio da empresa privada italiana Iryo, que percorria o trajeto entre Málaga e Madrid, descarrilou em Adamuz. A composição saiu da via por volta das 19:45 locais (menos uma hora em Portugal continental), invadindo a via adjacente, acabando por colidir com um comboio de alta velocidade da Renfe que circulava em sentido contrário, da capital para Huelva. O impacto provocou também o descarrilamento deste segundo comboio.
Foram suspensos todos os serviços ferroviários entre Madrid e a Andaluzia na sequência do acidente. Tendo sido imediatamente encaminhadas para o local, as equipas dos serviços de emergência.
O presidente do governo de Espanha, Pedro Sánchez, acompanhado pelo ministro dos Transportes, Óscar Puente, e pelo presidente da Junta de Andaluzia, Juanma Moreno, visitou o local do acidente.
Pedro Sánchez salientou "que este é um dia de dor para todo o país", tendo deixado uma mensagem, em particular, para "as famílias das vítimas". "Queremos enviar-lhes toda a nossa solidariedade e um desejo de rápida recuperação para as pessoas hospitalizadas". O Estado atuou como tem de atuar: unido", afirmou.
O governo espanhol decretou três dias de luto nacional, entre terça e quinta-feira, em homenagem às vítimas. As causas do acidente ainda estão a ser apuradas.
Os trabalhos no local da ocorrência prolongaram-se durante esta segunda-feira, numa altura em que as autoridades receiam encontrar mais corpos de vítimas.
Nas estações de Atocha, Córdoba e Huelva, foram instalados centros de apoio e informação com psicólogos da operadora Renfe para auxiliar as vítimas e os seus familiares, segundo informou a empresa.