A informação foi avançada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros na segunda-feira. Os dois cidadãos portugueses estão bem e já tiveram alta hospitalar.
Pelo menos dois cidadãos portugueses estiveram envolvidos no acidente ferroviário que ocorreu, no domingo, no município espanhol de Adamuz, na província de Córdoba, segundo informação avançada à agência Lusa pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e depois confirmada pela Euronews.
Inicialmente a tutela indicou de havia registo de um caso que “foi sinalizado pelas autoridades espanholas", sendo que ainda não foram dadas "notícias sobre o seu estado de saúde". Além disso, outra cidadã portuguesa também esteve envolvida na colisão, sendo que esta "se encontra bem e já em casa".
Mais tarde, o ministério confirmou à agência Lusa que o segundo português envolvido no acidente "foi atendido no hospital Reina Sofía de Córdoba, e já teve alta", dando assim indicação de que os dois portugueses envolvidos na tragédia estão bem.
O mais recente balanço das autoridades (20h30, hora de Lisboa) dá conta de 40 mortos e mais de 100 feridos, muitos deles com gravidade. O acidente já é considerado o mais grave acidente ferroviário em Espanha desde 2013.
O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, através de uma publicação no X, relatou ter enviado "toda a solidariedade de Portugal ao Reino de Espanha, aos familiares e amigos das vítimas do grave acidente ferroviário em Córdoba", por via do seu homólogo espanhol.
"Para além de sentirmos a dor dos nossos vizinhos e amigos espanhóis, disponibilizamos o nosso apoio para o que for necessário", escreveu ainda o governante português na referida rede social.
O incidente ocorreu quando o comboio da empresa privada italiana Iryo, que percorria o trajeto entre Málaga e Madrid, descarrilou em Adamuz. A composição saiu da via por volta das 19:45 locais (menos uma hora em Portugal continental), invadindo a via adjacente, acabando por colidir com um comboio de alta velocidade da Renfe que circulava em sentido contrário, da capital para Huelva. O impacto provocou também o descarrilamento deste segundo comboio.
Foram suspensos todos os serviços ferroviários entre Madrid e a Andaluzia na sequência do acidente. Tendo sido imediatamente encaminhadas para o local, as equipas dos serviços de emergência.
O presidente do governo de Espanha, Pedro Sánchez, acompanhado pelo ministro dos Transportes, Óscar Puente, e pelo presidente da Junta de Andaluzia, Juanma Moreno, visitou o local do acidente.
Pedro Sánchez salientou "que este é um dia de dor para todo o país", tendo deixado uma mensagem, em particular, para "as famílias das vítimas". "Queremos enviar-lhes toda a nossa solidariedade e um desejo de rápida recuperação para as pessoas hospitalizadas". O Estado atuou como tem de atuar: unido", afirmou.
O governo espanhol decretou três dias de luto nacional, entre terça e quinta-feira, em homenagem às vítimas. As causas do acidente ainda estão a ser apuradas.
Os trabalhos no local da ocorrência prolongaram-se durante esta segunda-feira, numa altura em que as autoridades receiam encontrar mais corpos de vítimas.
Nas estações de Atocha, Córdoba e Huelva, foram instalados centros de apoio e informação com psicólogos da operadora Renfe para auxiliar as vítimas e os seus familiares, segundo informou a empresa.