O chefe do governo espanhol e o ministro dos Transportes visitaram esta manhã o local do acidente. A conferência de imprensa teve lugar no edifício onde os habitantes e os voluntários da cidade de Córdoba forneceram cobertores e mantimentos aos passageiros. O governo decretou três dias de luto.
Pedro Sánchez, acompanhado pelo ministro dos Transportes, Óscar Puente, e pelo presidente da Junta de Andaluzia, Juanma Moreno, visitou Adamuz, em Córdoba, onde ocorreu o acidente de comboio em que pelo menos 40 pessoas perderam a vida. O presidente da câmara da localidade, Rafael Ángel Moreno, quis sublinhar que, desde o início, "ajudaram todos os feridos". Agradeceu também a "todos os vizinhos" pela sua generosidade em ajudar na tragédia.
O presidente da Junta de Andaluzia também reconheceu a "solidariedade" dos habitantes de Adamuz e agradeceu-lhes em nome de todos os andaluzes.
"Temos estado a trabalhar com todos para localizar e identificar os falecidos. Ainda temos muitas horas de trabalho pela frente e só nos resta continuar". "Isto é algo que vai deixar uma marca em todos os andaluzes. Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas juntos iremos certamente mais longe", concluiu Moreno.
Por seu lado, Sánchez salientou "que este é um dia de dor para todo o país, especialmente para as famílias das vítimas". "Queremos enviar-lhes toda a nossa solidariedade e um desejo de rápida recuperação para as pessoas hospitalizadas". O Estado atuou como tem de atuar: unido", afirmou.
"É verdade que a sociedade espanhola se interroga sobre o que aconteceu. Só o tempo e o trabalho dos técnicos nos darão a resposta. Encontraremos a verdade e, com absoluta transparência, dá-la-emos a conhecer ao público", afirmou o primeiro-ministro.
O presidente do governo espanhol quis também garantir às vítimas e às suas famílias que "serão protegidas durante o tempo que for necessário".
Para além disso, o Estado cumprirá três dias de luto oficial. "Se quiserem aceder a informações, façam-no através dos mecanismos oficiais e dos meios de comunicação social verificados. Em acontecimentos como este, a desinformação espalha-se e gera muita dor", disse.
O presidente da Iryo pronuncia-se
O presidente da Iryo, Carlos Bertumeu, afirmou, em conferência de imprensa, que o comboio da sua empresa tem menos de três anos e dispõe de "tecnologia de ponta". Sublinhou que o comboio foi aprovado em todas as inspeções pertinentes, "tendo a mais recente sido realizada muito recentemente".
Anunciou igualmente que a empresa está à disposição da comissão de inquérito para esclarecer as causas do acidente "e evitar que se repita", tendo disponibilizado "todos os meios" da empresa tanto às autoridades como às vítimas.