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EUA intercetam no Oceano Índico petroleiro sancionado que seguiam desde as Caraíbas

Tropas norte-americanas preparam-se para embarcar no navio-tanque Aquila II, a 9 de fevereiro de 2026.
Tropas norte-americanas preparam-se para embarcar no navio-tanque Aquila II, a 9 de fevereiro de 2026. Direitos de autor  Departamento de Defensa de EE.UU.
Direitos de autor Departamento de Defensa de EE.UU.
De Rafael Salido
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O Pentágono anunciou a interceção de um navio ligado ao transporte ilegal de petróleo e objeto de sanções por parte de Washington. Trata-se do oitavo navio intercetado pela administração Trump nos últimos meses.

Os militares norte-americanos intercetaram um novo petroleiro alegadamente ligado à Venezuela, desta vez em águas do Oceano Índico, em cumprimento da quarentena imposta pelo presidente norte-amricano Donald Trump a Caracas, anunciou esta segunda-feira o Departamento da Defesa dos Estados Unidos (EUA) através das redes sociais.

"Quando falamos de quarentena, estamos a falar a sério. Nada impedirá o Departamento de Guerra de defender a nossa pátria, mesmo em oceanos do outro lado do mundo", sustentou o Pentágono através de uma publicação na rede social X. "Durante toda a noite, as tropas dos EUA realizaram a inspeção, interdição e embarque do Aquila II, sem incidentes".

O Pentágono comentou que os militares norte-americanos efetuaram uma "interdição marítima com direito de visita". "O Aquila II estava a operar desafiando a quarentena do presidente Trump de navios sancionados nas Caraíbas. Fugiu, e nós seguimo-lo", salientou o Departamento de Defesa.

"Nenhuma outra nação no planeta Terra tem a capacidade de impor a sua vontade em qualquer arena, seja por terra, mar ou ar; as nossas Forças Armadas vão encontrá-los e farão justiça. Ficarão sem combustível muito antes de nos deixarem para trás", lê-se na mensagem.

O Pentágono não disse se o petroleiro estava diretamente ligado à Venezuela, que está sujeita a sanções energéticas por parte de Washington e que, segundo os EUA, utiliza uma frota fictícia de navios sob bandeiras falsas para exportar petróleo bruto.

No entanto, de acordo com a AP, Samir Madani, cofundador da TankerTrackers.com, disse que o Aquila II era um dos pelo menos 16 navios-tanque que deixaram a costa venezuelana no mês passado, logo após a captura do então presidente venezuelano Nicolas Maduro.

De acordo com dados transmitidos pelo próprio navio na segunda-feira, a embarcação não transportava petróleo bruto no momento da interceção. O Aquila II pertence a uma empresa registada em Hong Kong e, de acordo com dados de localização marítima, passou grande parte do último ano com o transponder desligado, uma prática conhecida como "dark-sailing", comum entre as redes de contrabando para ocultar a localização das embarcações.

Washington não confirmou a apreensão do petroleiro, embora os EUA já tenham apreendido anteriormente pelo menos sete navios sancionados ligados à Venezuela. Desde a saída de Maduro do poder, a administração Trump reforçou o seu controlo sobre a produção e distribuição de petróleo venezuelano e intensificou as medidas para limitar o fornecimento de crude a Cuba, outro aliado regional sob sanções dos EUA.

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