Numa publicação na sua rede social, o Presidente dos EUA anunciou uma "operação em larga escala" na Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro e a sua esposa Cilia Flores.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse esta manhã que autorizou uma "operação em larga escala" na Venezuela, que levou à captura de Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores.
"Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o presidente Nicolas Maduro, que foi capturado juntamente com a sua esposa e levado para fora do país", escreveu Donald Trump, numa publicação na rede Truth Social.
O presidente acrescentou que haverá mais explicações numa conferência de imprensa. Trump encontra-se na sua residência de férias em Mar-a-Lago
Pelo menos sete explosões e voos rasantes foram ouvidos por volta das 2 horas da madrugada de sábado na capital da Venezuela, Caracas.
A população de vários bairros correu para as ruas. Algumas explosões podiam ser vistas ao longe de várias zonas de Caracas.
Testemunhas oculares relataram explosões em várias instalações militares em Caracas, incluindo La Carlota, um aeródromo militar, e a principal base militar de Fuerte Tiuna.
A zona sul da cidade, perto de uma importante base militar, ficou sem eletricidade.
Esta situação ocorre numa altura em que os militares norte-americanos têm vindo a atacar, nos últimos dias, alegados barcos de contrabando de droga.
Em comunicado, o governo da Venezuela repudiou e denunciou, perante a comunidade internacional, a gravíssima agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América.
O presidente colombiano Gustavo Petro e o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto, partilharam a declaração oficial do governo venezuelano na rede X, na qual se descreve a "agressão militar perpetrada pelos Estados Unidos contra o território e a população civil em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira".
De acordo com a declaração, esse ato viola a Carta das Nações Unidas ao contrariar princípios fundamentais de soberania, igualdade jurídica entre os Estados e proibição do uso da força, ameaçando, assim, a paz regional na América Latina e no Caribe.
A Venezuela acusa os EUA de quererem saquear os recursos estratégicos do país, em especial petróleo e minerais, com o objetivo de minar sua independência política.
O presidente Nicolás Maduro assinou um decreto declarando estado de emergência externa em todo o território nacional e ordenou o envio do Comando de Defesa Integral da Nação.
O governo está a convocar a mobilização popular e a ação das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, enquanto, diplomaticamente, apresentará queixas formais ao Conselho de Segurança da ONU, à CELAC e ao Movimento dos Países Não Alinhados.
A Venezuela reserva-se o direito de exercer a legítima defesa nos termos do artigo 51.º da Carta das Nações Unidas e solicita a solidariedade internacional, refere ainda o comunicado.
Aguardam-se explicações concretas da Administração Trump sobre os acontecimentos desta madrugada.
Logo pela manhã, a Autoridade Federal de Aviação dos EUA (FAA) proibiu voos comerciais no espaço aéreo venezuelano devido à atividade militar em curso.
Antes da declaração de Donald Trump na sua rede social, uma repórter da CBS News escreveu no X que as autoridades americanas afirmaram que o presidente Donald Trump ordenou os ataques.
Na sexta-feira, a Venezuela disse estar aberta a negociar um acordo com os Estados Unidos para combater o tráfico de droga.
O presidente do país sul-americano, Nicolás Maduro, afirmou ainda que os EUA pretendem forçar uma mudança de governo na Venezuela, através da campanha de pressão que dura há meses e que começou com um destacamento militar maciço para o Mar das Caraíbas, em agosto.
*Esta é uma história em desenvolvimento e será atualizada assim que houver mais informações disponíveis.