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Autarca de Coimbra anuncia que a "situação de risco grave acabou"

Cidade de Coimbra afetada pelas cheias
Cidade de Coimbra afetada pelas cheias Direitos de autor  Manuel Ribeiro / Euronews
Direitos de autor Manuel Ribeiro / Euronews
De Ema Gil Pires & Euronews
Publicado a Últimas notícias
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Desde o início de fevereiro, foram registadas cerca de 16 mil ocorrências em Portugal continental relacionadas com o mau tempo e 16 pessoas morreram. Coimbra continua com várias zonas alagadas mas a possibilidade de "cheia centenária" parece estar afastada.

Sexta-feira foi mais um dia de muita chuva e vento, sobretudo nas regiões Norte e Centro do país. Coimbra preparou-se para a eventualidade de uma cheia que, nas palavras da autarca, Ana Abrunhosa, poderia ser "centenária", mas o pior cenário não se confirmou: ao início da noite, Ana Abrunhosa confirmou que estava afastado, apesar de várias zonas da cidade continuarem alagadas e haver extensos danos.

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A Proteção Civil, por sua vez, volta a alertar para a possiblidade de existir colapso das vias rodoviárias em virtude do deslizamento de terras, apesar da melhoria das condições meteorológicas previstas para os próximos dias.

Releia aqui o liveblog com todas as informações sobre o impacto do mau tempo em Portugal.

Direto finalizado

Encerramos por aqui o nosso liveblog, obrigado por ter acompanhado connosco todos os desenvolvimentos. Até breve!

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"Previsões eram muito duras"

Ana Abrunhosa disse aos jornalistas que não faria nada de diferente durante a sua atuação mas confessou que não transmitiu o verdadeiro sentimento de preocupação que teve na quinta-feira, quando anunciou a possibilidade de "cheias centenárias" na baixa da cidade.

"Não partilhei totalmente o medo que tinha" confessou. "As previsões eram muito duras", confessou a autarca.

Apesar do risco maior estar ultrapassado, o distrito foi seriamente afetado pelas cheias e que ainda levarão o seu tempo a ser ultrapassadas. "Montemor vai continuar inundado durante um mês, seguramente", confirmou a presidente da Câmara.

A autarca indicou que irão começar a ser avaliados os estragos e prejuízos para a população que também será analisada "caso a caso". Ana Abrunhosa recomendou ainda também às populações que comecem a acionar os respetivos seguros.

Apesar da situação, Ana Abrunhosa ressalvou o resultado positivo: não houve vítimas a reportar.

"Não tivemos vítimas e isso é uma vitória para todos".

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"Situação de risco maior desapareceu", confirma Ana Abrunhosa

No último ponto de situação, Ana Abrunhosa confirmou que o pior cenário não se concretizou e que, atualmente, a "situação de risco maior desapareceu".

"Podemos dizer que a situação de risco grave acabou. Isto significa que a situaçao que temiamos de a baixa de Coimbra ficar inundada é algo que não consta mais das nossas previsões e temores", afirmou a autarca aos jornalistas.

"A barragem da Aguieira estabilizou e a tendência é para baixar caudais", explicou.

A presidente da Câmara de Coimbra indicou que irão "continuar em estado de emergência municipal" até porque, segundo ela, "várias zonas continuam alagadas".

"As populações das zonas alagadas não devem ainda regressar. Quando for seguro para as pessoas regressarem às suas casas e explorações agricolas, nós dizemo", indicou a autarca.

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Proteção Civil mantém-se cautelosa perante cheias e deslizamentos de terras

Apesar das coisas terem acalmado em Coimbra, a Proteção Civil ressalvou "probabilidade de existir colapso das vias rodoviárias em virtude do deslizamento de terras".

 

Apesar da melhoria das condições meteorológicas previstas para os próximos dias, o comandante Mário Silvestre pediu à população para que se mantenha vigilante e adote comportamentos seguros.

 

“A precipitação vai-se manter forte até ao final do dia de hoje embora vá diminuindo gradualmente a sua frequência e passe a regime de aguaceiros”, acrescentou o responsável.

 

No último balanço, a Proteção Civil apontou para a existência 17.833 ocorrências, com 60.631 operacionais envolvidos e 24.791 recursos.

 

“A tipologia de ocorrência mais significativa continua a ser a queda de árvores, seguida de inundações e, por fim, o movimento de massas (derrocadas)”.

 

De acordo com as últimas informações são mesmo as derrocadaso tipo de ocorrência que mais desalojados tem provocado, provocando situações mais "complexas" que os cenários de inundações.

Só hoje, 13 pessoas foram desalojadas na sequência de um deslizamento de terras que aconteceu durante a madrugada em São Romão, no concelho de Leiria.

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Mais de 200 estradas cortadas devido ao mau tempo

Mais de 200 estradas estão nesta sexta-feira cortadas ao trânsito no país devido ao mau tempo, entre auto-estradas, estradas nacionais, municipais e itinerários complementares.

De acordo com nos números da GNR, fornecidos à agência Lusa, estão encerradas 206 estradas, sete das quais auto-estradas, 105 estradas nacionais (EN), 90 estradas municipais (EM), três itinerários complementares (IC) e um itinerário principal (IP).

Coimbra é o distrito com mais interdições.

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Marcelo desloca-se a Coimbra e elogia autarca: "Esta presidente é excecional"

O pior parece que já passou mas Marcelo Rebelo de Sousa quis ver com os próprios olhos, tendo aparecido surpresa em Coimbra para reunir com Ana Abrunhosa.

Apanhados pelos jornalistas, o presidente da República deixou rasgos elogias à atuação da presidente da Câmara de Coimbra, reconhecendo que a região está há vários dias sobre uma grande pressão.

"Esta presidente é excecional”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa. “Eu respeito todos os autarcas, já fui autarca em vários sítios, mas não há dúvida que Coimbra passou um aperto e ela esteve sempre tesa”, elogia o chefe de Estado. “Comunica como praticamente ninguém”, reforçou o presidente.

Sobre a sua atuação, Ana Abrunhosa disse apenas que não teve dificuldades em tomar decisões.

“Para mim é fácil decidir, porque se eu tenhos dados, se há uma grande probabilidade de uma cheia, então eu tomo uma decisão, porque o objetivo é proteger a gentes que me elegeram”, afirmou a autarca.

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Proteção Civil não vai evacuar baixa de Coimbra

Durante a tarde Ana Abrunhosa mantinha algum otimismo mas a possibilidade de mais evacuações era ainda real.

Depois das 18:00 a Proteção Civil recusa agora este cenário, pelo menos em relação à baixa de Coimbra, que poderia envolver a retirada de cerca de nove mil pessoas. A informação foi avançada pela RTP. 

Durante a tarde, pelas 17:00, era esperado um novo pico de pressão na barragem da Aguieira, mas a situação permanece calma. A essa hora, a barragem mantinha uma percentagem de volume de armazenamento de 90,91%, de acordo com dados do Info Água, o portal de informação da Agência Portuguesa do Ambiente.

É esperado um novo ponto da situação em Coimbra pelas 19:30.

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PS envia medidas de apoio às populações ao Governo

José Luís Carneiro esteve tarde em Alcácer do Sal, uma das cidades mais afetadas pelas várias tempestades que assolaram o território nacional.

Em declarações aos jornalistas, o secretário-geral do PS mostrou-se disponível para ajudar o Governo com os planos de ajuda à população, tendo já enviado 70 propostas para o executivo, 30 das quais “de carácter de emergência” e 40 para o médio prazo “que têm a ver com a resiliência dos territórios”.

“Aquilo que gostaríamos é que várias dessas propostas viessem a integrar esse plano de recuperação para o conjunto do território nacional”, afirmou José Luís Carneiro.

Questionado sobre o que faria diferente, se ainda fosse ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro remeteu para o Parlamento, local onde, segundo ele, indicará as suas opiniões diretamente ao primeiro-ministro. 

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PSP alerta para burlas nas regiões afetadas pelo mau tempo

O alerta foi deixado esta tarde, com a Polícia de Segurança Pública a indicar que há pessoas a serem contactadas, tanto por telefone como de forma presencial, “por indivíduos que se fazem passar por prestadores de serviços essenciais, como funcionários da água ou da eletricidade, alegando necessidade de medir o caudal ou a qualidade da água, verificar ligações elétricas ou agendar visitas ao domicílio”.

Em comunicado, a PSP indica que ações fraudulentas deste tipo podem visar a obtenção de “dados pessoais e confidenciais, recolher informação de relevo para a prática delituosa”.

Entre as recomendações deixadas, a PSP diz para as pessoas visadas pelo mau tempo não aceitarem ajuda fora dos canais oficiais e não permitir a entrada de estanhos em casa. Movimentos estranhos junto das habitações ou localidades devem ser comunicadas às autoridades. 

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“Causámos danos controlados para evitar um dano maior”, diz autarca de Coimbra

Também Ana Abrunhosa mantém uma perspetiva cautelosa misturada com algum otimismo.

“A nossa expectativa é de que o pior pode estar a passar” indicou aos jornalistas a presidente da Câmara Municipal de Coimbra. “Continuamos a ter uma tarde de alerta e vigilância, pedimos às pessoas e comerciantes para estarem alerta para possíveis evacuações”, afirmou.

A autarca indicou que não houve vítimas mortais a lamentar nem impactos maiores devido à atuação e articulação das autoridades no terreno. Esta atuação evitou males maiores nomeadamente no rebentamento do dique no Mondego que poderia ter provocado um “efeito bomba”.

“Nós não tivemos uma situação de “bomba” porque fizemos as cheias controladas. Isto foi à custa de prejuízos na agricultura, na nossa população”, explicou Ana Abrunhosa. “Causámos danos controlados para evitar um dano maior”, reforçou. 

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8.200 pedidos de ajuda para habitações danificadas

Ainda sobre o Mondego, o primeiro-ministro reconheceu que a recuperação de algumas localidade será lenta, nomeadamente aquelas afetadas pelo rebentamento do dique em Montemor-o-velho, junto à A1.

"Sabemos que o escoamento da água que transbordou o dique que cedeu no Mondego vai ser lenta e vai trazer muitos desafios quer as autoridades municipais, quer nacionais", afirmou o primeiro-ministro que garantiu que o Governo tudo está a fazer para apoiar as populações afetadas pelas últimas tempestades.

"Há no terreno muitas medidas que estão mesmo já a chegar à vida das pessoas. Nós temos hoje mais de 8.200 pedidos de cidadãos ou famílias a solicitarem, a apresentarem as suas candidaturas à ajuda para as suas habitações próprias e permanentes”, afirmou Luís Montenegro.

Sobre os pedidos de apoio junto da Segurança Social, por perda de rendimentos, Luís Montenegro fala em mais de 2 mil candidaturas. Há ainda cerca de 3.800 pedidos de apoio por empresas, numa linha de crédito cujo montante ronda já os 850 milhões e euros. O primeiro-ministro deu conta ainda de mais de 4.500 pedidos de apoio na área da agricultura, em todo o território nacional.

"Estamos a fazer de tudo para repor a normalidade" e a "projetar a recuperação e resiliência para o futuro", garantiu o primeiro-ministro.

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"Situação aponta para termos algum otimismo que não deve significar relaxe"

O pior não se verificou, pelo menos para já, com as atuais condições no Mondego a apontarem para algum "otimismo". Foi o que avançou esta tarde Luís Montenegro após uma reunião em Coimbra com a autarca da cidade e agentes da Proteção Civil. Precaução é, no entanto, essencial.

"Felizmente a situação aponta para termos algum otimismo que não deve significar relaxe nas próximas horas", afirmou o primeiro-ministro.

"Ainda estamos sob precipitação intensa, ainda teremos um pico na capacidade na barragem da Aguieira, pelas 17 horas", explicou Luís Montenegro, apontando para uma situação de pressão máxima na região até, pelo menos, às 19:00. Só depois será possível ter uma "perspetiva mais clara" sobre a situação futura.

Em Coimbra, onde se verificaram centenas de evacuações preventivas, o primeiro-ministro destacou a ação de prevenção na região, nomedamente o facto de "terem sido provocadas cheias controladas" e gerida "a capacidade de ação nas barragens" de forma a diminuir os impactos da chuva e consequentes cheias.

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Encosta do Castelo de Torres Vedras em risco de desmoronamento

O vice-presidente da câmara de Torres Vedras disse à Lusa que a encosta do Castelo de Torres Vedras está em risco de desmoronar.

"É muito perigoso passar ali, depois de ter ocorrido um segundo aluimento de terras, que estamos a tentar suster", disse Diogo Guia, citado pela Lusa, acrescentando que, de um lado da encosta, as árvores já estão a cair.

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Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição descarta perturbações ou aumento de preços no imediato

Gonçalo Lobo Xavier, presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), disse à agência Lusa que, apesar da necessidade de estabelecer rotas alternativas por causa do corte da A1 e de outras estradas, na sequência dos danos do mau tempo, não há, por agora, “nenhum constrangimento” no abastecimento de supermercados nem aumento imediato de preços.

“Não há, neste momento, nenhum constrangimento no país no abastecimento da cadeia de valor dos produtos”, assegurou à Lusa, admitindo apenas alguns atrasos na chegada às lojas dos produtos devido à necessidade de estabelecer rotas alternativas. Goncalo Lobo Xavier elogiou ainda a resposta "inexcedível" das autoridades e da Proteção Civil.

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Primeiro-ministro já chegou a Coimbra

O primeiro-ministro e a ministra do Ambiente já chegaram à cidade de Coimbra, onde irão reunir-se agora com as autoridades do município no Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, para analisar a situação do caudal do Mondego e da barragem da Aguieira. Aguarda-se uma conferência de imprensa no final. Recorde-se que o pico das cheias deveria ser atingido pelas 15:00 desta sexta-feira, de acordo com as previsões.

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Parlamento recomenda que trechos da A1 sejam incluídos na isenção temporária de portagens

A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira uma recomendação do PAN ao Governo para que inclua lanços da A1 nos trechos de autoestradas com isenção temporária de portagens. O documento recomenda ainda a devolução das portagens já pagas nos municípios afetados pela Depressão Kristin.


"Muitas deslocações realizadas neste período foram impostas por necessidades essenciais — como acesso a cuidados de saúde, trabalho, prestação de solidariedade ou apoio a familiares —, pelo que a devolução das quantias pagas constitui uma forma de compensação legítima e de reconhecimento do impacto concreto que o evento climático teve na vida das populações afetadas", detalha o PAN no texto.

O projeto de resolução do PAN foi aprovado com os votos favoráveis de todos os partidos, com exceção das abstenções de PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal.

Uma isenção de portagens nas zonas afetadas pela depressão Kristin no perímetro que abrange trechos da A8, A17, A14 e A19 está atualmente em vigor. A medida durará, pelo menos, até domingo.

Na A1 continuam os trabalhos de reparação da via após do colapso de parte da estrutura. A Brisa não avança com prazos para a conclusão dos trabalhos e consequente reabertura à circulação da parte afetada.

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Governo não vai conceder apoios a quem tem dívidas às Finanças

A Resolução do Conselho de Ministros que fixa "o regime de apoios financeiros a atribuir na sequência da declaração da situação de calamidade", publicada em Diário da República, é clara: quem quiser beneficiar tem de "ter a sua situação tributária e contributiva regularizada nos termos do disposto no artigo 177.º-A do Código de Procedimento e de Processo Tributário". Ou seja, não pode ter dívidas ao Fisco.

Os beneficiários também não podem estar "em situação de incumprimento em projetos apoiados por fundos públicos", a qual deve ser atestada "por declaração oficial ou compromisso de honra, sem prejuízo de verificação posterior pelas entidades competentes".

Em causa estão apoios previstos para dar resposta "aos danos e despesas diretamente relacionados com a tempestade Kristin", ocorridos entre 28 de janeiro e 8 de fevereiro, inclusive, "nos concelhos abrangidos pela situação de calamidade".

Estas ajudas destinam-se à recuperação de habitação própria e permanente, de explorações agrícolas e de povoamentos florestais, e de infraestruturas e equipamentos municipais e intermunicipais, entre outros previstos na Resolução.

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Barragem da Aguieira a 90,5% da capacidade de armazenamento

A barragem da Aguieira, que na quinta-feira chegou a atingir 99% da sua capacidade, apresenta atualmente uma situação menos preocupante para as localidades adjacentes ao rio Mondego. Dados consultados pela Euronews às 13:30, disponibilizados no portal "Info Água", da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), mostram que o volume armazenado de água se fixa agora pouco acima dos 90,5%.

A bacia do Mondego permanece, atualmente, como a única do continente em situação de risco. Os rios Lima, Douro, Tejo e Sado estão, por sua vez, em estado de alerta, segundo os avisos ativos no portal.

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"Risco significativo de inundações" junto aos rios Sorraia e Sado

Já no que diz respeito aos rios Sorraia e Sado, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, alertou, em conferência de imprensa na sede do organismo, que continua a existir um "risco significativo de inundações", apesar da menor precipitação que se tem registado nas regiões próximas.

Destacando o que descreve como um panorama "bastante mais positivo" face ao registado anteriormente, avisou que "ainda estamos a alguma distância de dizer que vamos regressar à normalidade" no que diz respeito a "situações hidrológicas".

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Bruxelas confirma discussão com Portugal sobre eventual revisão do PRR

Em resposta à agência Lusa, em conferência de imprensa na sede da Comissão Europeia, o porta-voz do executivo comunitário para a pasta das reformas, Maciej Berestecki, informou que Bruxelas está a "debater com Portugal uma possível alteração ao seu PRR [Plano de Recuperação e Resiliência]" para responder às consequências das intempéries, não revelando "quaisquer detalhes" adicionais sobre essa eventualidade.

"Ainda está em discussão e, assim que esta alteração for apresentada, poderemos fornecer mais informações", acrescentou Berestecki. Afirmou ainda, num outro âmbito, não ter "conhecimento" sobre um Plano de Recuperação e Resiliência que conte apenas com fundos nacionais, como tinha sido anunciado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.

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Situação em Coimbra encontra-se “mais estável”, contudo "mantém-se o risco"

O balanço feito pela Proteção Civil às 12h30 desta sexta-feira indica que a situação em Coimbra está "mais estável", mas o risco de ser necessário evacuar a zona baixa da cidade mantém-se. Estas informações foram transmitidas pelo comandante nacional da ANEPC, Mário Silvestre. O pico da cheia está previsto para as 15h.

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Montemor-o-Velho mantém vigilância no rio Mondego

Em Montemor-o-Velho, um dos municípios mais afetados pelas consequências das condições meteorológicas adversas ao longo dos últimos dias, a situação permanecia calma esta manhã, com níveis de água semelhantes aos registados na quinta-feira, revelou à agência Lusa o presidente da Câmara, José Veríssimo.

No entanto, acrescentou que continuam a existir razões para preocupação, numa altura em que a localidade de Ereira continua completamente isolada, devido à subida do rio Mondego.

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Deslizamentos de terras e inundações obrigam a evacuações

Outro dos principais impactos das chuvas fortes e persistentes que se têm registado ao longo dos últimos dias prende-se com a ocorrência de deslizamentos de terras em vários pontos do país.

Um incidente dessa natureza em Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, obrigou à retirada de três pessoas de casa durante a madrugada, informou o comandante dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima à agência Lusa. Não há registo de feridos.

No concelho de Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, de acordo com a mesma agência noticiosa, outras quatro pessoas tiveram de abandonar as suas habitações na localidade de Pé do Monte, na sequência de um deslizamento de terras. E em Casal da Barqueira, seis pessoas foram encaminhadas para um empreendimento de turismo rural devido ao risco de inundação.

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Empenhados 3.198 militares para responder às intempéries

Em ponto de situação enviado às redações, a que a Euronews teve acesso, as Forças Armadas informaram ter empenhado "3.198 militares, 382 viaturas, 22 máquinas de engenharia, 67 embarcações e duas lanchas anfíbias de reabastecimento" durante o dia de quinta-feira, até às 17:00, no âmbito da Operação "Intempéries".

Durante esse período, foram mobilizados para desempenhar, principalmente, tarefas de "reforço da capacidade de contenção de caudais", "relocalização de pessoas e bens através de meios anfíbios", "reforço da capacidade de fornecimento de energia elétrica com recurso a geradores" e "da capacidade de remoção de escombros e desobstrução de vias".

Um novo ponto de situação, referente a esta sexta-feira, será emitido pelas Forças Armadas ao final do dia.

Já a Força Aérea Portuguesa, em publicação no Facebook esta manhã, informa que "mantém 560 militares empenhados no apoio às populações, realizando voos de reconhecimento e transporte de bens essenciais, bem como ações de apoio direto no terreno".

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Número de clientes sem energia volta a subir devido a "novas avarias"

Em comunicado, a E-REDES informou que o número de clientes sem fornecimento de eletricidade voltou a aumentar, atingindo agora 45 mil em todo o país, de acordo com o balanço referente às 8:00 desta sexta-feira. Algo que se deve "ao surgimento de novas avarias e inundações".

Nas zonas mais impactadas pela passagem da depressão Kristin, cerca de 36 mil clientes permaneciam sem abastecimento energético.

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Circulação condicionada em várias estradas do país

Também nas vias rodoviárias se fazem sentir os efeitos do mau tempo. No distrito de Porto, registavam-se hoje, pelas 9:30, condicionamentos em pelo menos duas dezenas de estradas, em oito concelhos, informou fonte da GNR à agência Lusa.

No distrito de Aveiro, por sua vez, a GNR avançou, em balanço divulgado à mesma agência noticiosa, que continuavam a existir, pelas 8:30, 49 vias interditas ou condicionadas, por motivos de inundação, desmoronamento e abatimento do piso. São, ainda assim, menos nove do que no dia anterior.

Em Coimbra, a contabilização feita pela mesma força de segurança apontava para 88 estradas nacionais e municipais cortadas em diferentes municípios.

Já no concelho de Montemor-o-Velho, adiantou a autarquia em comunicado no seu site, a "subida das águas está a provocar vários constrangimentos à circulação rodoviária". Ao nível dos mais recentes cortes de vias, destaca-se que a antiga Estrada Nacional 111 "está cortada no troço entre o Parque de Negócios de Montemor-o-Velho e as Meãs do Campo, tal como entre Tentúgal e o limite do concelho". Além disso, também "a zona da Lavariz para a Carapinheira se encontra cortada à circulação rodoviária".

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Apesar de noite "chuvosa e exigente", Tejo mantém caudais estabilizados

O rio Tejo mantém-se também em alerta vermelho, mas, apesar de uma última noite "chuvosa e exigente, com várias quedas de árvores e alguns movimentos de massa", os "caudais mantiveram-se ao nível do dia de ontem", revelou o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato, citado pela agência Lusa, esta sexta-feira.

O responsável fala de um cenário de "estabilização em valores elevados”, esperando-se que, durante o dia de hoje, possam existir algumas oscilações, tal como aconteceu ontem.

Isto numa altura em que continuam a ser realizadas descargas a montante, sendo esse o caso das barragens de Castelo do Bode, de Pracana e do Fratel.

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Coimbra "em alerta máximo", mas ainda não foram ordenadas novas evacuações

Perante uma noite que "correu melhor do que o esperado", a autarca de Coimbra, Ana Abrunhosa, adiantou aos jornalistas que, por esse motivo, não foram emitidas novas ordens de evacuação nas últimas horas.

Ainda que se espere uma "manhã sem sobressaltos" para esta sexta-feira, a presidente da Câmara explicou que a zona permanece "em alerta máximo" e apelou, por isso, a que os cidadãos "estejam preparados para sair de casa a qualquer momento". 

Ana Abrunhosa apontou ainda que os conimbricenses devem "proteger os seus bens, evitar deslocações desnecessárias e cumprir as orientações das autoridades". Isto numa altura em que, referiu também a autarca, se prevê um "dia complexo de acordo com a informação da APA [Agência Portuguesa do Ambiente]".

Face aos desenvolvimentos, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, irá para Coimbra ainda esta tarde.

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Risco de queda de placar motivou corte de trânsito na A1, em Vila Franca de Xira

Um dia depois de ter ruído um troço da A1 na zona de Coimbra, na sequência da rutura do dique da Ponte dos Casais, no rio Mondego, a principal autoestrada do país, que faz a ligação entre Lisboa e Porto, registou novos constrangimentos na manhã desta sexta-feira, desta feita junto às portagens de Vila Franca de Xira.

Desde as 5:40, noticiou a agência Lusa com base em fonte da GNR, o trânsito foi cortado no sentido Sul-Norte, por prevenção, devido ao perigo de queda de um placar informativo.

Porém, segundo avançou posteriormente a Brisa à mesma agência noticiosa, esse troço de acesso à A1 a partir de Vila Franca de Xira, para quem faz a travessia no sentido Lisboa-Porto, foi reaberto pelas 9:00.

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CP relata constrangimentos em alguns serviços ferroviários

As consequências do mau tempo têm motivado a interrupção de serviços de transporte público em vários pontos do país. Num balanço divulgado às 8:00 desta sexta-feira, a CP - Comboios de Portugal anunciou que, "devido ao agravamento do estado do tempo, com risco de cheias na região de Coimbra", estão atualmente "suspensos, sem previsão de retoma, os serviços de longo curso, na Linha do Norte", na ligação entre Porto e Lisboa.

A empresa ferroviária anunciou ainda que só "se realizam os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa".

No entanto, a CP relatou que "a circulação ferroviária na Linha do Sul já foi retomada", numa altura em que continuam a registar-se os seguintes constrangimentos em alguns serviços/linhas:

  • "Linha do Alentejo - circulação suspensa entre Pegões e Bombel;
  • Linha da Beira Baixa - continua suspensa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes;
  • Linha da Beira Alta - serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda realiza-se com recurso a material circulante diferente do habitual;
  • Linha de Cascais - comboios circulam com alterações nos horários;
  • Linha do Douro - circulação suspensa entre Régua e Pocinho;
  • Linha do Oeste - circulação suspensa;
  • Urbanos de Coimbra - circulação suspensa."
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Autarca de Coimbra alerta para possível cheia "centenária"

A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, informou, na noite de quinta-feira, que a autarquia estava a preparar uma eventual retirada de nove mil pessoas de zonas de risco, especialmente em zonas urbanas, numa altura em que se considerava já a possibilidade de uma cheia "centenária" durante o dia de sexta-feira.

Estava previsto um pico de cheia entre as 8:00 e as 9:00, mas agora as autoridades mostram-se particularmente preocupadas com o que se segue, que deverá ocorrer por volta das 15:00.

O primeiro pico de cheia do rio Mondego foi menos severo do que se antecipava inicialmente, mas, neste momento, equipas da União de Freguesias de Coimbra estão na baixa da cidade com vista a recomendar aos moradores que salvaguardem os seus bens, reportou a agência Lusa, perante a possibilidade de inundações no local.

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