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Comunidade internacional dividida numa altura em que persistem ataques de Israel e EUA contra o Irão

Guerra no Médio Oriente
Guerra no Médio Oriente Direitos de autor  AP Photo
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De Euronews
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Enquanto a maioria dos governos ocidentais apoia tacitamente ou explicitamente a vaga de ataques iranianos iniciada no sábado passado pelos exércitos norte-americano e israelita, o governo espanhol critica as ações e o primeiro-ministro canadiano adverte que estas violam o direito internacional.

Foram ouvidas explosões em Teerão esta quarta-feira, numa altura em que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irão entrou no seu quinto dia.

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A capital do país tem sido alvo de fortes bombardeamentos nos últimos dias, a que se têm seguido investidas retaliatórias da República Islâmica em toda a região do Golfo.

Imagens de satélite da zona, captadas na terça-feira, exibiam a sede da Guarda Revolucionária Iraniana e o Tribunal Revolucionário Islâmico, em Teerão, antes e depois dos ataques de Israel e dos EUA.

Telavive atingiu ainda um edifício em Qom, onde os clérigos estariam reunidos para discutir a escolha de um novo líder supremo. O porta-voz militar israelita, o brigadeiro Effie Defrin, adiantou na terça-feira que o exército ainda estava a avaliar se alguém tinha sido atingido.

Entretanto, o meio de comunicação iraniano Iran International informou que a Assembleia de Peritos já terá escolhido o sucessor do falecido Ali Khamenei. Será alegadamente Mojtaba, seu filho.

As forças armadas israelitas continuam também a atacar posições do Hezbollah em Beirute e no sul do Líbano, além de terem enviado mais tropas para o terreno na terça-feira.

Mas o Irão também disparou dezenas de mísseis balísticos contra Israel, ainda que a maioria dos ataques tenha sido intercetada. Onze pessoas morreram em Israel desde o início do conflito.

A Guarda Revolucionária Iraniana está também a atacar países vizinhos, visando, principalmente, instalações energéticas, embora infraestruturas civis tenham sido igualmente atingidas.

A tensão no Médio Oriente tem ainda afetado os mercados financeiros. Existem preocupações significativas sobre a situação do Estreito de Ormuz, uma passagem de reduzida largura por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial.

As reações internacionais

Por outro lado, os líderes internacionais permanecem divididos no que diz respeito à vaga de ataques dos EUA e de Israel contra o Irão.

Por exemplo, o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, ecoou na quarta-feira a posição do governo espanhol, ao afirmar que as investidas contra Teerão, levadas a cabo por Washington e Telavive, eram "incompatíveis com o direito internacional".

Mas o seu homólogo australiano, Anthony Albanese, manifestou o seu apoio aos ataques conduzidos pelos EUA e por Israel.

Já o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, prestou informações ao Senado sobre as operações militares na terça-feira, depois de ter feito o mesmo, na Câmara dos Representantes, no dia anterior.

Recorde-se que o presidente dos EUA, Donald Trump, não solicitou a aprovação do Congresso antes de ordenar a ação militar. O assunto será votado, ainda esta quarta-feira, pela câmara legislativa.

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