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Pelo menos 400 pessoas morreram num ataque do Paquistão a um hospital em Cabul, diz o governo afegão

Moradores e polícia talibã recolhem os restos de um projétil no local de um ataque em Cabul, no Afeganistão, sexta-feira, 13 de março de 2026.
Moradores e polícia talibã recolhem os restos de um projétil no local de um ataque em Cabul, no Afeganistão, sexta-feira, 13 de março de 2026. Direitos de autor  Barackatullah Popal/AP Photo
Direitos de autor Barackatullah Popal/AP Photo
De Orestes Georgiou Daniel com AP
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O Afeganistão acusou o Paquistão de ter matado pelo menos 400 pessoas e ferido outras 250 num ataque aéreo a um hospital na capital do país, Cabul.

O governo do Afeganistão anunciou que um ataque aéreo do Paquistão atingiu um hospital de reabilitação de toxicodependentes na capital, Cabul, na noite de segunda-feira, matando pelo menos 400 pessoas.

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Numa publicação no X, o porta-voz adjunto do governo afegão, Hamdullah Fitrat, afirmou que o ataque aéreo atingiu o hospital em Cabul por volta das 21:00 locais, destruindo partes significativas das instalações, que contam com 2.000 camas. Afirmou ainda que o número de mortos tinha "até ao momento" atingido 400 pessoas, com cerca de 250 feridos.

Numa publicação antes de o número de mortos ascender às centenas, o porta-voz do governo afegão, Zabihullah Mujahid, afirmou que os mortos e feridos eram pacientes do hospital.

O Paquistão rejeitou a acusação, referindo que os ataques realizados pelas suas forças armadas no leste do Afeganistão não atingiram alvos civis.

O ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, publicou no X, na madrugada de terça-feira, que as forças armadas paquistanesas tinham "efetuado ataques aéreos de precisão" contra instalações militares em Cabul e na província oriental de Nangarhar. Segundo Tarar, foram destruídas "infraestruturas de apoio técnico e instalações de armazenamento de munições" em dois locais em Cabul.

O incidente ocorreu depois de as autoridades afegãs terem avançado que as duas partes trocaram tiros ao longo da fronteira, provocando a morte de quatro pessoas no Afeganistão.

O incidente ocorreu horas depois de o Conselho de Segurança da ONU ter apelado aos governantes talibãs do Afeganistão para que intensificassem os esforços de combate ao terrorismo. Islamabad acusou Cabul de dar abrigo a grupos militantes, em particular aos talibãs paquistaneses, que, segundo afirma, levam a cabo ataques no interior do Paquistão.

Este último episódio marca uma escalada do conflito que teve início entre os dois países no final do mês passado e que tem sido marcado por uma série de confrontos transfronteiriços, para além de ataques aéreos no interior do Afeganistão. Os combates começaram depois de o Afeganistão ter lançado ataques transfronteiriços em resposta aos ataques aéreos paquistaneses no interior do país, que Cabul alegou terem matado civis.

As hostilidades interromperam um cessar-fogo que tinha sido mediado pelo Qatar em outubro, depois de combates anteriores terem matado dezenas de soldados, civis e supostos militantes.

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