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"Exercício, alerta tsunami": Lisboa testa sistema de evacuação

Lisboa realiza exercício de alerta de tsunami
Lisboa realiza exercício de alerta de tsunami Direitos de autor  Ponte 25 de Abril
Direitos de autor Ponte 25 de Abril
De Inês dos Santos Cardoso
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A cidade de Lisboa testou quatro sirenes de alerta de tsunami, na zona ribeirinha, para preparar a população em caso de catástrofe. O exercício foi organizado pela autarquia e pela Proteção Civil.

Quatro sirenes de alerta de tsunami tocaram na zona ribeirinha de Lisboa na terça-feira para testar os procedimentos de evacuação em caso de catástrofe. O exercício de segurança, intitulado LisbonWave2026, ocorreu entre as 10:30 e as 12 horas, com duração de 20 a 30 minutos.

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A Praça do Império, a Ribeira das Naus, o Passeio Carlos do Carmo e a Doca de Alcântara foram as zonas onde soaram os sinais de alerta, sendo propícias a registar graves danos devido à proximidade com o rio.

Para além das sirenes, foram transmitidas mensagens de voz, em que se podia ouvir "exercício, alerta tsunami" em português e em inglês, e um pedido para que as pessoas se dirigissem para um ponto seguro.

Em novembro passado foi realizado um teste de fuga, após a instalação das primeiras sirenes. Também, a 9 de março, foi realizado um exercício, com o objetivo de encontrar a melhor solução para uma eventual evacuação. O sistema de alerta de tsunami deverá crescer para um total de 10 sirenes até 2029, que estarão espalhadas por toda a frente ribeirinha de Lisboa.

A escolha do nome LisbonWave26 é estratégica, na medida em que também pode ser compreendido por turistas e residentes estrangeiros. Este exercício foi organizado pela autarquia, em articulação com a Proteção Civil, no âmbito do Dia Internacional da Proteção Civil, celebrado em março.

“A cidade encontra-se exposta a vários riscos naturais, como sismos, tsunamis, inundações, entre outros. Exercícios como o LisbonWave26 são essenciais para reforçar a cultura de prevenção e de segurança face a esses riscos, contribuindo de forma decisiva para que a população disponha de toda a informação e esteja preparada para situações de emergência com as quais poderá vir a ser confrontada no futuro”, afirmou o presidente da câmara de Lisboa, Carlos Moedas, em comunicado.

O diretor dos Serviços Municipais de Proteção Civil, André Fernandes, refere, no mesmo comunicado, que "Sempre que se verificar um abalo sísmico, por precaução, os cidadãos devem afastar-se o mais possível da zona ribeirinha – mesmo num sítio onde não haja um aviso de alerta de tsunami – procurar um local mais alto e seguro”.

Lisboa é uma zona de probabilidade sísmica relevante

A capital portuguesa e o sul do país são considerados zonas de probabilidade sísmica relevantes à escala europeia, segundo a European Facilities for Earthquake Hazard and Risk. Num mapa divulgado no site da organização, é possível observar Lisboa e Faro pintadas de laranja, o que significa que não são zonas de risco mais elevado (roxo), mas continua a ser necessário tomar precauções.

Apenas sete das 24 freguesias que compõem a cidade de Lisboa disponibilizam um “mapa de sobrevivência” aos cidadãos: o Plano Local de Emergência (PLE), segundo o jornal digital Mensagem de Lisboa.

O PLE deveria ser disponibilizado por todas as juntas de freguesia de Lisboa, para que a população estivesse a par do plano de prevenção e ação numa situação de risco, como um sismo ou um tsunami. Este projeto foi elaborado pela Câmara Municipal de Lisboa em 2018, mas, até então, apenas as freguesias de Alcântara, Alvalade, Beato, Campo de Ourique, Misericórdia, Olivais e São Domingos de Benficatêm o plano publicado, indica a mesma fonte.

Dados do Eurobarómetro revelam que, entre os países europeus, os portugueses são os que mais se preocupam com as catástrofes naturais agravadas pelas alterações climáticas (91%). Tal reforça a necessidade de as juntas de freguesia de Lisboa divulgarem os planos de prevenção e os pontos seguros, bem como de atualizarem os mapas sempre que forem realizadas obras relevantes.

O terramoto de 1755, que provocou um grande tsunami, deixou marcas na capital portuguesa, tendo sido um dos mais mortíferos da história. Na altura, não existiam procedimentos para lidar com este tipo de catástrofe, o que levou à morte de pelo menos 10 mil pessoas.

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