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Sánchez defende reforma da ONU e sugere nova liderança feminina

Presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, de fato claro, posa com participantes da Cimeira pela Defesa da Democracia, realizada em Barcelona, a 18 de abril.
Presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, de fato claro, posa com participantes da Cimeira em Defesa da Democracia, em Barcelona, a 18 de abril Direitos de autor  Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.
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De Rafael Salido
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O primeiro-ministro espanhol aproveitou a intervenção na Cimeira para a Defesa da Democracia, em Barcelona, para defender uma ONU mais representativa e sublinhar a liderança feminina como forma de reforçar a sua credibilidade.

O chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, insistiu este sábado na necessidade de "renovar e reformar" a Organização das Nações Unidas e defendeu que o organismo seja finalmente dirigido por uma mulher, por considerar que se trata de uma questão "que não é apenas de justiça, que o é, mas também de credibilidade".

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"Sabemos que o sistema multilateral precisa de ser renovado, com urgência (…) consideramos que chegou o momento de as Nações Unidas serem renovadas, reformadas e, porque não, claro que sim, dirigidas por uma mulher", afirmou Sánchez na abertura da IV Cimeira em Defesa da Democracia, que reúne em Barcelona cerca de uma vintena de líderes progressistas de vários continentes.

Na sua intervenção, o chefe do Executivo alertou para os "ataques ao sistema multilateral", as tentativas de "pôr em causa as regras do direito internacional" e a "perigosa normalização do recurso à força".

Na sua opinião, o principal risco atual é que "a democracia se esvazie por dentro enquanto é atacada desde fora", pelo que sublinhou que a resposta não pode limitar-se a resistir. "A nossa resposta não pode ser meramente defensiva; não basta resistir. Temos de propor, liderar e mostrar que a democracia não só se defende, como se fortalece e melhora todos os dias", disse.

Nações Unidas: uma instituição obsoleta?

Sánchez defendeu uma ONU adaptada às realidades do século XXI, capaz de liderar um multilateralismo "mais eficiente, transparente, democrático, inclusivo e representativo". Reiterou ainda a defesa de que uma mulher suceda a António Guterres à frente da organização, uma ideia que já tinha apresentado em anteriores fóruns internacionais.

O chefe do Governo também voltou a centrar atenções na governação digital e no impacto das redes sociais, alertando para os riscos de permitir que "a desinformação molde as nossas sociedades ou que os algoritmos premiem o ódio, a polarização ou as mensagens violentas". "A tecnologia pode ser uma ferramenta de progresso, mas, sem regras, divide e torna-nos mais dependentes", concluiu.

A cimeira, realizada na Fira de Barcelona, abordou também a luta contra a desigualdade e a defesa do multilateralismo como eixos centrais para reforçar as democracias face ao crescimento de discursos extremistas e à normalização da violência.

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