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"Sinistro": FBI investiga ligação entre cientistas mortos e desaparecidos e inclui físico português

MIT Department of Physics
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De Ana Filipa Palma & Euronews
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Num comunicado divulgado terça-feira, o FBI afirmou que está a investigar se existe alguma ligação entre as recentes mortes e desaparecimentos de cientistas envolvidos em projetos científicos governamentais. Físico Nuno Loureiro foi assassinado no ano passado por outro cidadão português nos EUA.

O FBI anunciou, num comunicado de imprensa divulgado na terça-feira, estar a “desenvolver esforços” para encontrar ligações entre diversos casos de desaparecimento e morte de cientistas a trabalharem no país, nas áreas espacial e nuclear. Nuno Loureiro, físico português que era diretor de um laboratório do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) à data em que foi assassinado, é um cientistas referidos nesta declaração.

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O FBI acrescenta ainda que “está a colaborar com o Departamento de Energia, o Departamento de Defesa e com os nossos parceiros das forças policiais estaduais e locais para encontrar respostas”.

A Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes também já tinha enviado uma carta ao Departamento de Energia, ao Departamento de Defesa, ao FBI e à NASA com questões “sobre os cientistas e outros funcionários ligados a segredos nucleares ou tecnologia de mísseis dos EUA que morreram ou desapareceram misteriosamente nos últimos anos”.

Os legisladores apelidaram o caso de “conexão sinistra” e acrescentaram que, “se os relatos forem precisos, essas mortes e desaparecimentos podem representar uma grave ameaça à segurança nacional dos EUA e ao pessoal americano com acesso a segredos científicos”, escreveram.

O presidente dos EUA, Donald Trump, questionado por um jornalista durante uma deslocação, também já se pronunciou sobre o tema, dizendo esperar que os casos sejam "isolados" e que tudo não passe de uma "coincidência", prometendo respostas para breve.

11 cientistas mortos ou desaparecidos que podem constar na investigação

O primeiro caso sinalizado pelo FBI remonta a 2022 e quase passou despercebido: Amy Eskridge morreu aos 34 anos após ter sido encontrada morta na cidade de Huntsville, no estado do Alabama, com um tiro autoinfligido. A cientista trabalhava em projetos ligados a sistemas de propulsão e tecnologias avançadas.

Há ainda três casos de cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA. O primeiro foi a morte de Michael David Hicks, cientista no JPL entre 1998 e 2022. Seguiu-se Frank Maiwald, em junho de 2024, e ainda Monica Reza, que foi diretora do Grupo de Processamento de Materiais do laboratório da NASA. Esta desapareceu durante uma caminhada na Califórnia, em junho de 2025, e permanece em paradeiro incerto.

Em 2025 contam-se mais dois cientistas desaparecidos ligados ao Laboratório Nacional de Los Alamos. Anthony Chavez, já reformado, desapareceu da sua casa no bairro de Denver Steels, Los Alamos, em maio. Melissa Casias, de 53 anos, desapareceu misteriosamente no condado de Taos, Novo México, a 26 de junho de 2025, após sair do seu posto de trabalho em Los Alamos para alegadamente entregar o almoço à filha.

Em agosto de 2025, Steven Garcia, funcionário no Campus de Segurança Nacional de Kansas City, com acesso a infraestruturas de defesa sensíveis, desapareceu. A última vez que foi visto estava a sair de casa com uma arma de fogo.

Jason Thomas, cientista e diretor assistente de biologia química na Novartis, foi inicialmente dado como desaparecido pela mulher a 13 de dezembro de 2025. Contudo, a polícia de Wakefield encontrou o seu corpo meses depois, em março de 2026, enquanto vasculhava uma zona de lago congelado. O caso está a ser investigado, mas o comunicado refere que, “com base nas informações preliminares, não há suspeita de crime”.

O último caso de 2025 é o do físico português Nuno Loureiro, que dirigia o Centro de Ciência do Plasma e Fusão do MIT desde maio de 2024. Foi morto a tiro à porta de casa, em Brookline (Boston), alegadamente por Cláudio Torres, outro cidadão nacional, que foi apontado também como o autor de um tiroteio na Universidade de Brown que tirou a vida a dois estudantes. Cláudio Torres cometeu os crimes na universidade antes de se deslocar à casa de Nuno Loureiro para o balear, tendo sido encontrado sem vida dias depois.

Um caso semelhante ocorreu a 16 de fevereiro de 2026. Carl Grillmair, astrofísico que trabalhava no Instituto de Tecnologia da Califórnia e colaborava com a NASA, foi morto a tiro na sua casa, nos arredores de Los Angeles.

Por fim, o general já reformado da Força Aérea, William Neil McCasland, desapareceu da sua casa em Albuquerque, Novo México, com um revólver calibre .38 e também ainda não foi encontrado.

Na internet circulam inúmeras versões relacionadas com interferências extraterrestres. Contudo, nada disto está confirmado, estando agora a decorrer a investigação do FBI para perceber se existem ligações, ou não, entre estas mortes, ou se tudo não passa de uma coincidência.

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