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Trump define posição sobre Taiwan após cimeira com Xi e admite diálogo

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De Nathan Rennolds
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Trump lançou na semana passada um aviso a Taiwan contra uma eventual declaração formal de independência em relação à China.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá falar com o líder de Taiwan, Lai Ching-te, enquanto pondera um potencial acordo de venda de armas, avaliado em vários milhares de milhões de dólares, para a ilha, o que representaria uma mudança significativa na política diplomática.

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Desde 1979 que nenhum presidente norte-americano falou diretamente com um líder taiwanês, ano em que Washington reconheceu a República Popular da China e cortou relações diplomáticas com Taiwan.

Na quarta-feira, ao falar com os jornalistas, Trump afirmou: "Vou falar com ele. Falo com toda a gente. Temos essa situação muito bem controlada."

"Vamos tratar disso, da questão de Taiwan", acrescentou.

Esta quinta-feira, Taiwan afirmou que Lai ficaria satisfeito por falar com Trump.

A declaração de Trump surge após a visita de Estado que realizou a Pequim na semana passada, durante a qual o Presidente chinês, Xi Jinping, sublinhou a importância da "questão de Taiwan".

A China considera a ilha, que tem um governo democraticamente eleito, uma província separatista que deve ficar sob o controlo de Pequim e Xi Jinping não excluiu o recurso à força para o conseguir.

Após o encontro, Trump advertiu Taiwan contra uma declaração formal de independência em relação à China e pareceu questionar por que motivo os EUA deveriam prestar apoio militar em caso de invasão.

"Não estou à procura de que alguém se torne independente e, como sabe, supostamente teríamos de viajar 9500 milhas para travar uma guerra. Não é isso que quero", disse em entrevista.

"Quero que se acalmem. Quero que a China acalme", acrescentou.

Em resposta ao aviso de Trump no sábado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Taiwan agradeceu-lhe o apoio aos esforços de paz na região, mas reiterou que se trata de um "país democrático e soberano".

"Pequim não tem o direito de reivindicar jurisdição sobre Taiwan", afirmou o ministério, acrescentando que o governo taiwanês irá "continuar a aprofundar a cooperação com os Estados Unidos, manter a paz através da força e garantir que a segurança e a estabilidade no estreito de Taiwan não são ameaçadas nem minadas".

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