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EUA atacam Irão pela terceira noite seguida mas Trump diz que acordo ainda é "possível"

Três rapazes brincam nas águas rasas do Estreito de Ormuz, enquanto ao fundo se ergue uma coluna de fumo após uma explosão ao largo de Bandar Abbas, Irão, 13 de julho de 2026.
Três rapazes brincam nas águas rasas do estreito de Ormuz, enquanto ao fundo sobe fumo de uma explosão ao largo de Bandar Abbas, Irão, 13 jul. 2026. Direitos de autor  Razieh Poudat/ISNA via AP
Direitos de autor Razieh Poudat/ISNA via AP
De Emma De Ruiter
Publicado a Últimas notícias
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Após os mais recentes ataques dos EUA, os Emirados Árabes Unidos afirmaram que o Irão atacou com mísseis dois navios no estreito de Ormuz, enquanto Teerão afirmou ter atingido alvos no Bahrein.

As forças norte‑americanas lançaram ataques contra o Irão pela terceira noite consecutiva, na madrugada de terça‑feira, numa altura em que as hostilidades se agravam apesar de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que um acordo ainda é "possível".

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O Comando Central dos EUA escreveu na rede X que as suas forças "atingiram com êxito alvos militares em todo o Irão, incluindo Bushehr, Chah Bahar, Jask, Konarak, Abu Musa e Bandar Abbas", numa operação que durou cinco horas.

Momentos depois de os militares anunciarem os novos ataques, Trump classificou a operação como "outro ataque de grande envergadura".

"Estamos a atingi‑los com muita força. E isso vai continuar, e veremos o que acontece", disse a jornalistas no Salão Oval. "Estamos a neutralizar toda a sua capacidade ofensiva e a controlar os estreitos. Estamos a repor o bloqueio".

O Irão respondeu com ataques ao Bahrein e a dois petroleiros ligados aos Emirados Árabes Unidos no estreito de Ormuz.

O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou, no início da manhã de terça‑feira, que o ataque matou um marinheiro e feriu outros oito.

A Guarda Revolucionária iraniana assumiu o ataque aos petroleiros, afirmando que os navios "ignoraram repetidos avisos" e que tinham realizado ataques com mísseis e drones contra o Bahrein, depois de o país do Golfo ter aconselhado os cidadãos a procurar abrigo ao som das sirenes.

"Foram visados vários armazéns de apoio de armamento, um centro de comunicações por satélite e o edifício residencial das forças norte‑americanas no Bahrein", referiu a televisão estatal iraniana IRIB, citando a Guarda Revolucionária.

Irão diz que acordo está "em crise"

Os ataques surgem numa altura em que Irão e Estados Unidos disputam o controlo do estreito por onde, em tempo de paz, chegou a passar um quinto de todo o petróleo bruto e gás natural.

Trump sugeriu que a sua administração poderia começar a cobrar portagens aos navios que atravessam o estreito, depois de anteriormente ter indicado que não o faria.

Numa publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que os Estados Unidos seriam conhecidos como "Guardiões do estreito de Ormuz" e imporiam uma taxa de 20% a todo o transporte marítimo.

"Estamos a proteger uma parte muito rica do mundo", disse. "Estamos a gastar dinheiro. E, por isso, o que fizemos foi decidir que vamos ser ressarcidos pela proteção".

Apesar da mais recente escalada, Trump afirmou que um acordo para pôr fim à guerra continua a ser possível. "Sim, penso que um acordo é possível. Claro que sim", disse o presidente a jornalistas no Salão Oval.

"Tínhamos um acordo com eles há dois dias e depois disseram: 'Não podemos fechar esse acordo, temos de o negociar mais'", acrescentou.

Antes disto, na segunda‑feira, Trump disse ao locutor de rádio conservador Hugh Hewitt que o acordo alcançado no mês passado tinha sido "concebido para pôr à prova" o Irão, acrescentando que "quando se lida com tipos pouco sérios, os acordos não significam muito".

"Não passaram no teste", afirmou.

O porta‑voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baqaei, afirmou também na segunda‑feira, que o memorando de entendimento de junho, que serviu de base às negociações e levou ao levantamento do bloqueio norte‑americano, está "em crise".

Trump notificou formalmente o Congresso, na semana passada, de que os Estados Unidos tinham retomado o conflito militar contra o Irão, informou a Casa Branca, concedendo ao Pentágono mais 60 dias para operar na região sem aprovação do Congresso.

Outras fontes • AP, AFP

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