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"Ver para crer" marca reações à lista das reformas gregas

"Ver para crer" marca reações à lista das reformas gregas
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De  Isabel Marques da Silva com Lusa
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O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, reagiu de forma positiva à lista de reformas entregue pelo governo grego, apesar de ter ainda algumas reservas que mencionou durante uma reunião com os

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O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, reagiu de forma positiva à lista de reformas entregue pelo governo grego, apesar de ter ainda algumas reservas que mencionou durante uma reunião com os eurodeputados, esta terça-feira, em Bruxelas.

Moderação que não é partilhada por um eleito do Syriza, partido agora no poder em Atenas. Dimitrios Papadimoulis disse que “estamos não apenas otimista, mas também determinados a pôr fim à austeridade, nomeadamente a que afeta os mais pobres e a classe média”.

A inclusão de medidas para combater o que o governo grego apelida de crise humanitária não é controversa, mas coloca algumas dúvidas a um eurodeputado francês sobre como obter o dinheiro.

Alain Lamassoure afirmou que “se desejam levar a cabo uma política social destinada às pessoas desfavorecidas, tal é possível. Mas têm que financiar essas novas políticas através dos impostos dos contribuintes gregos e não por via de um aumento da contribuição europeia”.

Estas medidas a favor dos mais desfavorecidos incluem nomeadamente, o fornecimento de eletricidade gratuita a famílias necessitadas, acesso gratuito aos serviços médicos e distribuição de cupões de ajudas alimentares e de transporte.

Da Alemanha – maior credor do empréstimo à Grécia e grande defensor das reformas estruturais – continua a vir uma grande cautela sobre passar das palavras aos atos.

Burkhard Balz disse que “a questão é saber se todos vão cumprir a sua parte no acordo. Cabe agora ao governo grego dar provas disso!”.

Depois da apresentação deste plano, as autoridades gregas terão até ao fim de abril para finalizar este ‘roteiro’, em troca do qual Atenas quer obter um alívio da austeridade, mantendo o país sob resgate, com a transferência de 3,5 mil milhões de euros do lado europeu.

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