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Mensagens sociais e políticas invadem terreno publicitário do Super Bowl

Mensagens sociais e políticas invadem terreno publicitário do Super Bowl
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De  Patricia Cardoso com Reuters, redes sociais
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Lady Gaga evitou declarações explícitas na atuação, mas o Super Bowl, com os seus 110 milhões de telespetadores, acabou por ser o palco ideal para veicular mensagens sociais e políticas numa América d

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Lady Gaga evitou declarações explícitas na atuação, mas o Super Bowl, com os seus 110 milhões de telespetadores, acabou por ser o palco ideal para veicular mensagens sociais e políticas numa América dividida após a eleição de Donald Trump.

Cada anúncio de 30 segundos custava cinco milhões de dólares e no total foram 76 vídeos.

A Coca-cola apresentou um anúncio multiracial e com o hino norte-americano em várias línguas. Em 2014, a mesma publicidade foi muito criticada, mas desta vez foi acolhida de forma bem diferente. Terá originado mais de 74 mil tweets.

A empresa Airbnb decidiu participar no último momento, com um vídeo em que celebra as diferenças sexuais, raciais ou etárias, unidas pela frase e o #weaccept (nós aceitamos).

No Twitter, a empresa anuncia o objetivo, a cinco anos, de fornecer acolhimento temporário a 100 mil pessoas em situação de emergência.

Our five-year goal is to make sure 100,000 people have short-term housing during urgent times.

Join us: https://t.co/gJ1MTGZZzh#weacceptpic.twitter.com/nHrCxcKado

— Airbnb (@Airbnb) 6 February 2017

A declaração da Airbnb foi saudada por David Milliband, dirigente do International Rescue Comittee, e por John Kerry, o ex-secretário de Estado norte-americano.

Heartened to see people and companies standing with those doing so much good for those most in need — leadership that's needed! #WeAccepthttps://t.co/Nk15igKZsJ

— John Kerry (@JohnKerry) 6 February 2017

Uma menina em plena competição de carros de rolamentos contra rapazes, enquanto o pai se questiona sobre as discriminações existentes contra as mulheres: eis o mote do anúncio de 60 segundos da marca Audi, no qual defende a igualdade salarial entre homens e mulheres.

No Twitter, a Audi afirma: “As mulheres ganham menos 21% do que os homens. Enquanto marca acreditamos no progresso. Estamos comprometidos pelo mesmo salário para o mesmo trabalho”.

No entanto, as desigualdades de género existem no seio da empresa. Dos 14 postos na equipa executiva apenas dois são ocupados por mulheres.

Women are still paid 21% less than men. As a brand that believes in progress, we are committed to equal pay for equal work. #DriveProgresspic.twitter.com/bmQKrNr9l4

— Audi (@Audi) 1 February 2017

Os Abacates do México regressaram ao Super Bowl pelo terceiro ano consecutivo, mas desta vez deram ainda mais nas vistas, não pelos benefícios nutricionais evocados no vídeo, mas pelo polémico muro que Donald Trump pretende erguer na fronteira com o México.

Centrada no tema do muro entre EUA-México, a versão original do anúncio da empresa de materiais de construção 84 Lamber foi rejeitada pela Fox. Para o ar foi uma versão menos política, mas o original está no “site” da companhia.

Muito citados nas redes sociais é o anúncio da Anheuser-Bush, que conta a historia de Adolphus Busch, um imigrante alemão, que desembarca na América onde criaria a cervejeira. O anúncio não é concensual. Há quem apele a um boicote da marca com o #BoycottBudweiser.

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