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"Parem de brincar com o fogo", diz primeiro-ministro da Grécia aos credores

"Parem de brincar com o fogo", diz primeiro-ministro da Grécia aos credores
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De  Francisco Marques
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Alexis Tsipras discursou numa reunião do seu partido, o Syriza, e deixou mensagens para o FMI e para o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble

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O primeiro-ministro da Grécia avisou os credores internacionais para não insistirem no agravamento dos encargos do país que tem vindo a ser exigido nas negociações com vista a desbloquear o plano de resgate internacional em curso.

Durante uma reunião do Syriza, o partido que lidera, Alexis Tsipras dirigiu uma mensagem ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao ministro alemão das Finanças. O chefe do Governo helénico pediu para pararem de “brincar com o fogo” e começarem a ser “razoáveis” nas exigências ao povo grego, que “tem feito e continua a fazer sacrifícios em nome da Europa”, disse Tsipras.

Πορευόμαστε με αποφασιστικότητα και με σεβασμό στην αξιοπρέπεια του λαού μας. Ομιλία στην Κ.Ε. του syriza_gr</a> : <a href="https://t.co/VHRMqNtuZi">https://t.co/VHRMqNtuZi</a></p>&mdash; Alexis Tsipras (atsipras) 11 de fevereiro de 2017

“Embora toda a gente na Europa perceba que uma generosa redução da dívida seja inevitável e irá acontecer mais cedo ou mais tarde, os credores rejeitam tomar qualquer decisão antes da realização de eleições cruciais a decorrer este ano na Holanda, em França e, em especial, na Alemanha, onde se teme a ascensão da extrema-direita”, afirmou Tsipras perante os camaradas de partido.

A Grécia tem de pagar em julho mais uma fatia de sete mil milhões de euros referente ao último resgate internacional, mas Atenas e os credores encontram-se num impasse.

Read the article on #Greece: for sustainable growth, no more austerity but ambitious policies, debt relief needed https://t.co/luRF8Twabi

— IMF (@IMFNews) 8 de fevereiro de 2017

A Alemanha opõe-se ao FMI num alívio substancial da dívida grega e Atenas opõe-se às novas exigências do FMI. Tsipras mantém-se confiante num acordo razoável. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, manifesta-se cético. A negociação arrasta-se e o financiamento da Grécia volta a estar em risco.

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