"Guerra comercial" da China ataca eleitores de Trump

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De  Ricardo Figueira
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As tarifas comerciais impostas pela China aos EUA ameaçam enfraquecer a cintura agrícola do país, principal base de eleitores do presidente norte-americano.

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A China respondeu prontamente à imposição de tarifas nas importações chinesas por parte dos Estados Unidos e anunciou também um conjunto de novas tarifas a aplicar aos produtos norte-americanos. Medidas que devem afetar setores como a agricultura ou as indústrias automóvel e aeronáutica. No ano passado, a China teve um superavit na ordem dos 375 mil milhões de dólares, um número que Donald Trump quer reduzir para cem mil milhões: "Todos na China têm trabalhado muito e mostrado sinceridade na vontade de manter a comunicação neste assunto. Mas as melhores oportunidades de resolver este assunto de forma cordial foram todas perdidas", explica  Geng Shuang, porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros. 

"A guerra comercial com a China foi perdida há muitos anos pelos tolos e incompetentes", disse Donald Trump no Twitter.

As tarifas são um golpe não só para os Estados Unidos, mas sobretudo para o presidente, já que afetam diretamente a cintura agrícola do país, que votou em massa em Trump. Enquanto as tarifas americanas se dirigem, sobretudo, a produtos tecnológicos, apoiados diretamente por programas estatais, a China parece agora visar uma grande parte da base eleitoral de Trump e por assim em causa uma eventual reeleição em 2020.

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