EventsEventos
Loader

Find Us

FlipboardLinkedin
Apple storeGoogle Play store
PUBLICIDADE

AirBnb: Assalto a Atenas

AirBnb: Assalto a Atenas
Direitos de autor (MTI/EPA/Oresztiisz Panajotu)
Direitos de autor (MTI/EPA/Oresztiisz Panajotu)
De  Symela Touchtidou e António Oliveira e Silva
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

O coração da capital grega, tal como os principais pontos turísticos do país, vivem uma crescente pressão da parte do turismo e dos sites de arrendamento.

PUBLICIDADE

No bairro de Koukaki, centro de Atenas, há cada vez mais turistas e menos residentes. Tal como acontece noutras cidades europeias, como Lisboa ou Barcelona, os sites que permitem arrendar casas e apartamentos a curto e médio prazo estão a expulsar os habitantes do bairro. A Euronews esteve em Koukaki e falou com quem lá vive.

Falámos primeiro com Stella Papadopoulou, cabeleireira no bairro. Diz que os arrendatários sofrem pressões cada vez mais fortes da parte dos arrendatários, muitas das quais, de forma ilegal:

"Sei que há senhorios que pediram às famílias para deixar os apartamentos para arrendarem em AirBNB. Dizem que precisam do apartamento, mas não é verdade. Há famílias com crianças pequenas a deixar apartamentos ."

A verdade é que, em Koukaki, os precos subiram em flecha nos últimos tempos.

O comércio deste bairro, não muito longe da Acrópole, também sofre, já que os turistas não procuram o mesmo que quem cá vive sempre.

E isso é algo que Vagellis Sideris, instrutor de condução, sabe muito bem.

"Se um estudante vier cá, porque temos uma universidade aqui perto, procurar por um pequeno apartamento com dois quartos, os proprietários pedem mil euros por mês. Quem pode pagar esse preço?"

Um país para alugar

Mas caso de Koukaki não é único na Grécia. Em Chania, na ilha de Creta, e nas ilhas de Rhodes e Corfu, mais de 90%o das casas são agora para arrendar a curto prazo.

Em qualquer dos casos, os proprietários preferem os turistas.

Giorgos é jornalista. Diz que a tendência é semelhante à de outras cidades europeias:

"Não temos uma economia de partilha. É como uma mina de ouro que pretende ser uma economia alternativa. Quando perceberam que podiam fazer muito dinheiro, causaram estragos, que, felizmente, podem ser ainda arranjados. Os bairros tornaram-se postais e as ruas são como os centros de Barcelona, Paris e Londres."

Tal como Portugal, Espanha ou Itália, a Grécia enfrenta um verdadeiro problema social. E que mais não vindo a fazer do que agravar-se. Por agora, Koukaki, como Alfama ou o Eixample, espera por cada vez mais turistas.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Hoteleiros franceses denunciam parceria entre COI e AirBnB

Especulação imobiliária de Lisboa a Berlim

Airbnb viola normas europeias de defesa do consumidor