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Só a solidariedade suavizará a recessão na UE, alerta Gentiloni

Só a solidariedade suavizará a recessão na UE, alerta Gentiloni
Direitos de autor Euronews
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De  Isabel Marques da SilvaEfi Koutsokosta
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O comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, alerta que são precisas medidas inéditas e muita solidariedade para suavizar a inevitável recessão na União Europeia por causa da pandemia.

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Apesar de se antever uma brutal desaceleração na economia mundial por causa da pandemia, não há consenso na União Europeia sobre recorrer à emissão conjunta de dívida pública, os chamados eurobonds. O comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, alerta que são precisas medidas inéditas.

"A emissão de títulos de dívida nos mercados financeiros deve ser condicionada aos nossos objetivos. Seja com esse instrumento financeiro dos eurobonds ou outros que possamos vir a identificar, teremos que partilhar os compromissos neste objetivo porque não é algo que cada um dos países, sejam mais fortes ou mais fracos, possam pagar sozinhos", disse o membro do executivo comunitário, em entrevista à euronews.

Questionado sobre se a recusa da Alemanha e de outros países em emitir eurobonds é sinal de falta de solidariedade, Paolo Gentiloni respondeu: "A falta de solidariedade neste momento colocaria em perigo todo o nosso projeto".

"Ainda vamos discutir sobre os instrumentos financeiros a utilizar. Não existe apenas sobre a mesa a possibilidade de usar o Mecanismo Europeu Estabilidade ou a emissão de títulos de dívida. Existe também o orçamento da União Europeia, existe a possibilidade de reforçar o papel do Banco Europeu de Investimento. Penso que, na mesa dos ministros das Finanças, haverá um conjunto de instrumentos para criar consenso sobre as medidas necessárias para o futuro imediato”, acrescentou.

Sobre a capacidade do bloco de evitar uma grande recessão, Gentiloni disse: "Teremos uma grande recessão, com certeza, mas também poderemos ter uma forte recuperação após a recessão. Não podemos evitar uma recessão quando se decretou a paralisação das cidades, dos serviços, em vários países, bem como das empresas em geral".

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