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Renault com prejuízos acima dos 8 mil milhões de euros

Renault com prejuízos acima dos 8 mil milhões de euros
Direitos de autor  Christophe Ena/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
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De Teresa Bizarro com Agências
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No pior ano para o grupo francês, a administração anuncia uma restruturação profunda. Quase 15 mil empregos estão em risco

Grupo Renault com o maior prejuízo de sempre. O construtor francês apresentou esta sexta-feira as contas de 2020. Mais de 8 mil milhões de euros de perdas - se quisermos estabelecer um paralelo, corresponde a metade do valor do pacote financeiro que Bruxelas aprovou para apoiar a recuperação em Portugal.

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Mais de metade das perdas da Renault são imputadas à Nissan - 4970 milhões de euros. São números que ultrapassam as piores previsões dos analistas, num grupo que já tinha fechado o ano de 2019 no vermelho. Na altura, a derrapagem era ainda vista como consequência da prisão de Carlos Ghosn, que tinha liderado o negócio que levou a Renault a comprar 43% da Nissan.

Luca de Meo, diretor executivo do construtor francês de automóveis, anunciou o plano de recuperação da empresa. Chamou-lhe "Renaulution" e pode levar ao corte de quase 15 mil empregos.

2020 foi um ano negro para a indústria automóvel. No segmento de ligeiros de passageiros a quebra global de vendas na União Europeia foi de 23,7%.

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Dados da Associação Europeia de Construtores Automóveis Euronews

2021 não dá ainda sinais de recuperação. O mercado automóvel fechou janeiro com quebras face ao mesmo período do ano passado. O construtor francês foi o terceiro mais afetado. A Nissan fecha o top 10.

A associação europeia de construtores espera que o resto do ano contrarie a tendência e marque a recuperação do impacto da pandemia. Está prevista uma recuperação de 10% das vendas perdidas no ano passado.

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