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Mercados asiáticos sobem após vitória de Takaichi. Futuros dos EUA recuam

Sanae Takaichi coloca alfinetes nos candidatos eleitos para a câmara baixa, 8 fev. 2026
Sanae Takaichi coloca alfinetes a assinalar os candidatos eleitos para a câmara baixa, 8 fev. 2026 Direitos de autor  AP/Kim Kyung-Hoon
Direitos de autor AP/Kim Kyung-Hoon
De Quirino Mealha
Publicado a Últimas notícias
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Os mercados asiáticos subiram após Sanae Takaichi garantir maioria de dois terços nas legislativas japonesas, alimentando expectativas de estímulo orçamental.

Os mercados asiáticos subiram ligeiramente esta segunda-feira, depois de o Partido Liberal Democrático (PLD) de Sanae Takaichi ter vencido de forma convincente as eleições no Japão, dando maior clareza aos investidores a nível global.

O índice japonês Nikkei 225 subiu cerca de 4%. O Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 1,76%, o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 4,10% e o SSE Composite Index, da China, valorizou 1,41%.

Na Europa, as bolsas registaram um desempenho misto, com o STOXX Europe 600 a subir menos de 0,1% perto do meio-dia (CET). O CAC 40, em França, e o FTSE 100, no Reino Unido, recuaram, enquanto o DAX alemão ganhava 0,18% e o IBEX 35 espanhol avançava 0,44%.

A atenção vira-se agora para a abertura da sessão em Nova Iorque, com os futuros norte-americanos em terreno negativo.

Nos metais preciosos, o ouro subiu cerca de 0,72%, voltando a negociar acima dos 5 000 dólares, enquanto a prata avançou mais de 2%, pouco abaixo dos 80 dólares por onça.

O iene valorizou esta segunda-feira após a vitória eleitoral de Takaichi, interrompendo seis sessões consecutivas de quedas.

A primeira-ministra japonesa garantiu a "continuação de políticas orçamentais responsáveis e pró-ativas" após as eleições, embora permaneça incerto se defende uma política de iene mais fraco, sublinhando que a desvalorização da moeda tem tanto vantagens como desvantagens.

Japão reforça perceção de estabilidade

A primeira mulher a chefiar o governo japonês recuperou uma parte substancial do apoio ao PLD, perdido em eleições recentes devido à inflação e a escândalos de corrupção.

Após a vitória eleitoral, Takaichi anunciou planos para acelerar a implementação da promessa de campanha de suspender, durante dois anos, o imposto sobre as vendas de produtos alimentares.

A perda de receitas fiscais associada a esta medida, combinada com o elevado nível de endividamento, esteve em parte na origem da forte correção das obrigações japonesas no mês passado.

Ainda assim, a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, procurou minimizar as preocupações com a dívida do país e a recente fraqueza cambial, que muitos investidores consideram poder levar a uma subida das taxas de juro.

Katayama sugeriu recorrer às reservas cambiais para financiar despesas nacionais. Embora possível, esta opção é complexa, uma vez que essas reservas são habitualmente utilizadas apenas para intervenções no mercado de câmbio.

A ministra das Finanças do Japão destacou ainda a colaboração em curso e a forte comunicação entre o governo e o Banco do Japão.

Estas garantias, conjugadas com a estabilidade política associada ao mandato robusto dado à primeira-ministra Takaichi, parecem ter atenuado o nervosismo dos mercados, pelo menos por agora.

Estados Unidos aguardam dados económicos

Esta semana, investidores em todo o mundo aguardam também importantes divulgações de dados económicos nos Estados Unidos, incluindo relatórios adiados pelo recente encerramento parcial da administração federal.

O foco estará no relatório de emprego de janeiro, na quarta-feira, e no índice de preços no consumidor (IPC) de janeiro, que será conhecido na sexta-feira.

Espera-se que o relatório de emprego adiado mostre ganhos modestos, de cerca de 60 000 postos de trabalho, enquanto o IPC deverá indicar um arrefecimento da inflação para 2,5%.

Presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, abandona conferência de imprensa, 28 de janeiro de 2026
Presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, abandona conferência de imprensa, 28 de janeiro de 2026 AP Photo

Em paralelo com a divulgação destes dados, vários governadores da Reserva Federal, incluindo Christopher Waller e Stephen Miran, têm intervenções públicas agendadas ao longo da semana.

Os investidores acompanham com particular atenção o discurso dos membros da Fed para aferir a nova orientação de política monetária, após o anúncio de Kevin Warsh como sucessor de Jerome Powell na presidência da Reserva Federal.

Warsh deverá assumir funções em maio de 2026, após confirmação pelo Senado.

Donald Trump escolheu Kevin Warsh, figura cujo percurso no setor público e privado é visto como um fator de confiança para os mercados financeiros. Warsh tem defendido taxas de juro mais baixas e uma redução do balanço do banco central.

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