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Shein abre novas lojas físicas em cinco cidades francesas

Roupas da marca chinesa Shein penduradas nos grandes armazéns BHV (Bazar de l'Hôtel de Ville) antes da abertura do stand da Shein, na terça-feira, 4 de novembro de 2025, em Paris.
Roupas da marca chinesa Shein penduradas nos grandes armazéns BHV (Bazar de l'Hôtel de Ville) antes da abertura do stand da Shein, na terça-feira, 4 de novembro de 2025, em Paris. Direitos de autor  Copyright 2025 The Associated Press. All rights reserved.
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De Célia Gueuti
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O gigante chinês da fast-fashion abriu lojas em Limoges, Angers, Dijon, Grenoble e Reims. A abertura destas novas lojas foi adiada por vários meses, devido às várias polémicas que afetaram a marca.

Depois de Paris, o gigante do comércio eletrónico Shein abriu agora lojas em cinco novos locais em França. A marca inaugurou espaços físicos em Limoges, Angers, Dijon, Grenoble e Reims.

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A Shein decidiu instalar-se nas lojas BHV (antigas Galeries Lafayette), numa tentativa de conquistar clientes nas cidades francesas de média dimensão. A inauguração foi tranquila, com muito menos gente do que o esperado. Em várias lojas, foram criadas filas de espera e um sistema de senhas, que acabaram por não ser necessárias.

Estas aberturas são cruciais para a nova estratégia da SGM. De acordo com o seu presidente Frédéric Merlin, o objetivo de transformação do grupo é fazer da BHV o primeiro mercado físico em França, passando cada loja a desenvolver "uma oferta local, adaptada ao seu território", mantendo "o ADN de uma empresa audaciosa, acessível e animada".

A abertura das lojas Shein faz parte integrante desta "oferta local". Perante os senadores franceses, o diretor da SGM explicou que "cerca de 95% dos clientes franceses da Shein vivem fora de Paris, Lyon e Marselha".

Abertura adiada por polémica

Embora a parceria com o operador BHV tenha sido revelada em novembro de 2025, a abertura das lojas regionais, inicialmente prevista para o final do ano, só teve lugar em fevereiro de 2026. As inaugurações foram adiadas por alfuns meses, devido às polémicas que afetavam a marca.

O anúncio das lojas físicas da marca, regularmente acusadas de concorrência desleal e de poluição ambiental, suscitou a indignação dos retalhistas e de alguns políticos.

A Ligue des droits de l'Homme (Liga dos Direitos do Homem) indignou-se com o anúncio, no outono passado, da abertura de lojas da marca, criticando, nomeadamente, as condições de fabrico dos produtos e as promoções "enganosas" sobre o respeito pelo ambiente. Doze federações do comércio e da indústria também levaram a plataforma a tribunal por "concorrência desleal".

Em desacordo com a estratégia da SGM, o grupo Galeries Lafayette rescindiu o contrato com a SGM relativamente a sete lojas, que entretanto passaram a chamar-se BHV.

No interior dos grandes armazéns parisienses, cerca de uma centena de marcas (Guerlain, Dior, Sandro, etc.) encerraram as suas lojas, em protesto contra a Shein ou contra os atrasos de pagamento.

A Comissão Europeiaabriu um processo contra a Shein ao abrigo da legislação sobre serviços digitais, devido ao seu design viciante, à falta de transparência dos seus sistemas de recomendação e à venda de produtos ilegais, incluindo pornografia infantil.

Em novembro, não foi apenas a abertura das lojas físicas da Shein que fez as manchetes, mas também a descoberta de alguns produtos particularmente sensíveis na plataforma: bonecas sexuaiscom aspeto infantil, armas e até medicamentos cuja venda é proibida.

Shein Paris, uma experiência mista

Foi neste contexto elétrico que a primeira loja física da Shein abriu as suas portas em Paris, a 5 de novembro.

Ao contrário das aberturas regionais, a inauguração foi muito concorrida, mas a multidão era composta tanto por manifestantes e curiosos.

Alguns meses depois, a calma regressou aos corredores do BHV Marais.

Em janeiro, Frédéric Merlin, diretor do grupo SGM, que detém os armazéns, admitiu perante o Senado francês que a"experiência" de Paris ainda não tinha dado frutos, apesar dos 5000 visitantes diários.

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