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Confiança das empresas alemãs melhora apesar de guerra no Irão e choques energéticos

Refinaria Scholven opera integrada no grande complexo de refinação de petróleo da BP em Gelsenkirchen, Alemanha, 26 de março de 2026
A refinaria Scholven integra o grande complexo petrolífero da BP em Gelsenkirchen, na Alemanha, 26 de março de 2026 Direitos de autor  AP Photo/Martin Meissner
Direitos de autor AP Photo/Martin Meissner
De Quirino Mealha com AFP
Publicado a Últimas notícias
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A confiança das empresas alemãs subiu inesperadamente em maio, quebrando uma série de quedas ligadas à guerra no Irão e dando algum otimismo quanto à resiliência da maior economia europeia

Muito acompanhado, o Índice de Clima de Negócios Ifo da Alemanha subiu em maio para 84,9 pontos, face aos 84,5 registados em abril, segundo dados divulgados esta sexta-feira.

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O Índice de Clima de Negócios Ifo é um indicador avançado muito respeitado da evolução económica na Alemanha, publicado mensalmente pelo Instituto ifo de Investigação Económica, sediado em Munique.

Economistas previam uma ligeira deterioração da confiança, numa altura em que a subida dos preços da energia e a incerteza geopolítica continuam a pesar sobre o setor industrial europeu.

O inquérito de maio, baseado nas respostas de cerca de 9 mil empresas, mostrou maior otimismo quanto à situação atual e às perspetivas futuras na indústria transformadora, nos serviços e no comércio. Já entre as empresas de construção, a confiança recuou ligeiramente.

"A economia alemã está, para já, a estabilizar, embora a situação continue frágil", afirmou o presidente do ifo, Clemens Fuest, em comunicado que acompanhou o inquérito.

Planos de aumento da despesa pública em defesa e infraestruturas poderão estar a ajudar a compensar parte das pressões económicas. A Alemanha procura reanimar o crescimento após um longo período de fraqueza industrial e de procura interna anémica.

Apesar desta melhoria modesta, a confiança empresarial global continua baixa em termos históricos e próxima dos níveis observados no final de 2024.

As preocupações com o tráfego marítimo através do estreito de Ormuz, uma via crucial para o abastecimento mundial de petróleo e gás, fizeram subir os custos da energia e aumentaram a pressão sobre o setor transformador alemão, que continua fortemente dependente do consumo industrial de energia.

Jens-Oliver Niklasch, analista do banco alemão LBBW, classificou os números como uma "ligeira surpresa positiva".

Niklasch afirmou que muitas empresas continuam a ter carteiras de encomendas sólidas, o que poderá sustentar a atividade se as pressões externas começarem a abrandar.

Alemanha evita nova contração graças às exportações

O Serviço Federal de Estatística da Alemanha confirmou também que a economia cresceu 0,3 % no primeiro trimestre face aos três meses anteriores, em linha com as estimativas preliminares. A expansão foi sustentada sobretudo por exportações mais fortes.

Os dados reforçam os sinais de que a economia alemã poderá estar a estabilizar, depois de ter evitado por pouco a recessão em trimestres recentes.

Contudo, economistas continuam a alertar que as tensões geopolíticas, a volatilidade dos mercados de energia e a fraca procura mundial podem ainda comprometer o crescimento mais adiante no ano.

Embora o mais recente inquérito às empresas aponte para uma resiliência crescente das companhias alemãs, analistas consideram que o enquadramento geral continua muito sensível à evolução no Médio Oriente e nos mercados de energia.

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