Negócio, que poderá estar concluído em breve, prevê a venda de até 49,9% do capital da TAP, dos quais 5% estão reservados aos trabalhadores.
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, anunciou esta sexta-feira que o Governo português vai iniciar negociações com os dois grupos candidatos à compra da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP), Air France-KLM e Lufthansa, que apresentaram propostas vinculativas no final do mês de julho.
Citado pela agência Lusa, Leitão Amaro revelou que as ofertas, sendo diferentes, têm uma "avaliação global muito próxima" e que isso justifica o "esforço de negociação" para que seja possível obter propostas melhoradas de ambos os candidatos e assim o Governo avançar para "um único concorrente para a negociação finalíssima".
Recorde-se que a Parpública, sociedade gestora das participações do Estado português, entregou ao Governo para análise a 1 de setembro o relatório sobre as duas ofertas vinculativas para a privatização da TAP.
Duas propostas vinculativas
A Air France-KLM e a Lufthansa entregaram a 29 de julho, o último dia do prazo, propostas vinculativas para a compra de 44,5% da compra da Transportadora Aérea Portuguesa e a Parpública tinha 30 dias para avaliar a documentação e entregar um relatório ao Governo português. Depois de avaliar as propostas, o Governo poderia convidar um ou ambos os candidatos que entregaram as propostas vinculativas a negociar e a entregar uma nova oferta final.
O processo de venda parcial da companhia aérea nacional, que foi relançado em 2025 pelo Governo de Luís Montenegro, ficara reduzido a dois candidatos depois da saída do International Airlines Group (IAG) - dono da Iberia - mantendo-se na corrida os grupos Air France-KLM e Lufthansa.
O decreto-lei aprovado pelo governo há um ano prevê a alienação de até 49,9% da TAP a investidores privados - dos quais 5% estão reservados aos trabalhadores -, mantendo o Estado como acionista maioritário.
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, já revelou que o investidor escolhido poderia assumir a cogestão da companhia ainda em 2026, com a atual administração, mas que a entrada efetiva de capital deverá realizar-se apenas no verão de 2027.