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Ai Weiwei "confortável" em Portugal

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Ai Weiwei "confortável" em Portugal
Direitos de autor  AP Photo
De  Teresa Bizarro

A Cordoaria Nacional, em Lisboa, volta a ser casa de arte. Foi o espaço que Ai Weiwei escolheu para fazer a maior exposição de sempre. Um percurso inaugurado no dia em que passavam 32 anos do massacre de Tianenmen, em Pequim. O artista que a China, onde nasceu, considera dissidente, escolheu Portugal para morar.

"Sinto-me confortável aqui. O conforto não é algo que se possa real e claramente, descrever. Ou se sente confortável ou desconfortável. E também aqui há uma razão própria, um ritmo próprio, um estilo de vida de que eu gosto muito," afirmou Ai Weiwei na apresentação da exposição.

Ao todo, são 85 peças sob o chapéu de um só título: Rapture, a palavra inglesa com três sentidos propositados. Transcendência, sequestro, arrebatamento.

"Não há eleições na China, não há imprensa livre, não há liberdade individual, não se pode criticar. O meu nome não pode aparecer na China. Os comunistas não só destruíram a língua, a base moral, como destruíram realmente a estrutura de uma família", denuncia. Ai Wei wei sabe do que fala. Esteve anos em prisão domiciliária antes de se exilar na Europa.

A exposição, onde não falta o icónico dedo do meio, pode ser vista até novembro.