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Ópera de Odessa mantém espetáculos para atenuar os efeitos da guerra

Soldados na guerra na Ucrânia
Soldados na guerra na Ucrânia Direitos de autor Alexei Alexandrov/Copyright 2022 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Alexei Alexandrov/Copyright 2022 The AP. All rights reserved
De  Euronews
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A Academia de Teatro, Ópera e Ballet de Odessa tem mantido os espetáculos desde junho para tentar atenuar os efeitos da guerra na populaçâo da Ucrânia

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Os músicos, bailarinos, artistas e todo o pessoal da Academia Nacional de Teatro, Ópera e Ballet de Odessa tentam melhorar o quotidiano de muitos ucranianos, apesar da situação difícil que o país atravessa.

A bailarina principal do elenco, Katerina Bartosh, afirma: "No palco só penso em como danço, na personagem... Os pensamentos sobre a guerra não interferem por um período de tempo. Espero que o público também a consiga tirar um pouco da cabeça, porque é impossível pensar constantemente na guerra".

Mas a guerra nunca está muito longe das mentes da trupe da Academia. Desde a sua reabertura em junho, com apenas metade do pessoal, o teatro tem lidado com as vicissitudes do conflito que, por vezes, se aproxima se demasiado

O diretor artístico, Harry Sevoyan conta: "Várias vezes durante as representações, houve raides aéreos e rebentaram morteiros sobre o telhado do teatro. Foi muito assustador, os artistas ficaram preocupados, foi um momento muito difícil, mas depois do fim do raide aéreo a atuação continuou".

Os bailarinos, músicos e técnicos que ficaram sentem que a sua paixão se tornou numa arma poderosa. A arte na Ucrânia é agora uma forma de resistência.

A aderecista, Natalya Dovgaya, diz: "Isto é muito importante. Veja quantas pessoas vieram ao teatro. As pessoas precisam de tirar as suas mentes das coisas, especialmente quando algumas nem sequer têm eletricidade em casa, nem internet, nem ligação telefónica. Este teatro é a única ligação que têm com o resto da sociedade".

Com 3 ou 4 espetáculos por semana, muitos deles esgotados, a Ópera de Odessa espera continuar a ser um parêntese da realidade para aqueles que querem esquecer a morte e a destruição que rodeia este lugar. Mesmo que o medo persista, como refere Viktoria Solovyeva, segunda dançarina da Academia de Teatro, Ópera e Ballet: "Sim, de facto tive muito medo e ainda tenho medo do que irá acontecer no futuro. Mas esperamos um final feliz. Acreditamos na nossa vitória."

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