Arqueólogos descobrem “esfinge sorridente” no Egito

Investigadores acreditam que a figura estilizada representa um antigo imperador romano
Investigadores acreditam que a figura estilizada representa um antigo imperador romano Direitos de autor AFP
De  Theo Farrant
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Estátua foi desenterrada perto do templo de Dendera, 500 quilómetros a sul do Cairo

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No Egito, um grupo de arqueólogos fez uma descoberta fascinante de uma esfinge em calcário com um "rosto sorridente e duas covinhas" perto do Templo de Hathor, um local antigo bem preservado no país.

A descoberta, anunciada pelo Ministério do Turismo e Antiguidades, é apenas a mais recente de uma série de tesouros encontrados nos últimos meses.

Os investigadores acreditam que a figura estilizada de um antigo imperador romano, encontrada dentro de um túmulo de dois níveis perto do templo, pode representar o imperador Cláudio, que liderou o império de Roma, incluindo o Norte de África, de 54 e 41 antes de Cristo.

Ao lado da esfinge trabalhada, os arqueólogos também encontraram uma estela romana escrita em letras demóticas e hieroglíficas que, uma vez decifradas, poderão fazer luz sobre a identidade do governante.

-/AFP
Fotografia pelo Ministério Egípcio de Antiguidades a 6 de março de 2023 mostra a estátua perto do Templo de Dendera.-/AFP

Significado político e económico das recentes descobertas no Egito

O Templo de Hathor, localizado cerca de 500 quilómetros a sul do Cairo, tem uma história rica e já abrigou o Zodíaco de Dendera, um mapa celestial que está em exibição no Louvre, em Paris, desde 1922.

O governo egípcio tem tentado recuperar o Zodíaco, que foi levado por um francês chamado Sebastien Louis Saulnier há mais de um século.

A descoberta da "esfinge sorridente" é só mais um dos muitos achados arqueológicos recentes no Egito.

Em Gizé, as autoridades anunciaram recentemente a descoberta de uma passagem escondida de nove metros dentro da Grande Pirâmide, que poderia levar à verdadeira câmara funerária do faraó Quéops. Em Luxor, foi encontrada uma "cidade residencial completa da época romana."

A somar a isso há um novo estudo, que recentemente fez luz sobre o enigmático processo egípcio antigo de mumificação, revelando as receitas usadas para preservar os corpos dos mortos por milhares de anos.

Apesar do significado científico dessas descobertas, alguns especialistas veem os anúncios como tendo mais peso político e económico. O Egito está atualmente a atravessar uma grave crise económica e depende do turismo para reavivar uma indústria crítica.

O governo espera atrair 30 milhões de turistas por ano até 2028, um aumento significativo em relação aos 13 milhões antes da pandemia.

Espera-se que este ano se inaugure o Grande Museu Egípcio no Cairo, considerado o maior museu do mundo dedicado a uma única civilização. Contará com a maior coleção de relíquias de Tutankamon já exibida e espera atrair 5 milhões de visitantes por ano.

Veja o vídeo acima para conhecer mais detalhes sobre a incrível descoberta da "esfinge sorridente."

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