Art Paris celebra 25 anos com arte de todo o mundo

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De  Frédéric PonsardEuronews
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Feira de arte contemporânea está aberta ao públco, com algumas novidades, até domingo.

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A Art Paris celebra este ano o 25º aniversário, com um percurso que a coloca no mapa de eventos imperdíveis para a criação contemporânea e o mercado de arte.

A poucos passos da Torre Eiffel, mais de 130 galerias francesas e internacionais reúnem-se no centro de exposições Grand Palais Éphémère.

Para Guillaume Piens, diretor da feira, o momento é de reconhecimento público e profissional.

"Estamos a viver um ponto de viragem histórico onde galerias estrangeiras de grande renome estão a chegar a Paris. Antes, era Londres, agora é Paris: "Paris é onde temos de estar". E é verdade que esta é outra força motriz deste sucesso. Penso que a Art Paris é importante, porque além de ser uma feira aberta a todos os públicos, também destaca a cena francesa com 60% de expositores franceses, mas também muitas galerias estrangeiras, 40%, e algumas vêm de muito longe".

A inauguração contou com a presença da ministra francesa da Cultura. A visita estendeu-se além do âmbito nacional com uma passagem pela galeria Saleh Barakat, de Beirute.

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Anas Albraehe é uma das 18 artistas internacionais a participar na exposição "Exílio: desapossamento e resistência", cuja curadoria está a cargo de Amanda Abi KhalilCULT / EURONEWS

A exposição "Exílio: desapossamento e resistência", organizada pela curadora Amanda Abi Khalil, conta com particpação de 18 artistas internacionais, como Anas Albraehe, refugiada síria no Líbano hoje a viver em Paris.

"Onde nos colocamos para falar do exílio, qual é a nossa identidade, a nossa cor, o nosso género, o nosso posicionamento? E é este olhar crítico que eu gostava de trazer com artistas franceses, artistas que vivem em França, mas também muitos artistas que acabam de sair de Myanmar, de Cuba, do Brasil e da Palestina", revela a curadora.

Galerias de 25 países e artistas de todo o mundo estão presentes nesta edição, que creceu em relação aos anos anteriores.

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Artistas de 25 países estão representados na Art ParisCULT / EURONEWS

Marc Donnadieu, o segundo curador convidado, deu uma vista de olhos à cena artística francesa, questionando as ligações entre arte e compromisso.

"Senti que era importante para o público da Art Paris mostrar como os artistas podem responder às realidades de hoje, do mundo à nossa volta, e com o qual há necessidade de nos comprometermos.

Entre os recém-chegados, está a jovem e promissora "The Pill", a primeira galeria turca presente na Art Paris.

Dois artistas da casa foram selecionados para expor pelos curadores convidados. 

Para Suela J. Cennet, fundadora e diretora executiva da galeria, trata-se de uma oportunidade de levar além-fronteiras uma arte com sompromisso social.

"A galeria tem um programa que gira em torno de questões de deslocação, desapossamento, identidade feminista, a questão do corpo, a sua prisão ou empoderamento, questões de violência, a sua representação: o arquivo, a história, a marca. É também uma galeria que transporta uma geração, que transporta um grupo de artistas que são amigos, que falam uns com os outros, que se conhecem", conta.

A Art Paris está aberta ao público até este domingo, 2 de Abril, no Grand Palais Éphémère, na capital francesa.

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