A próxima geração de estrelas da ópera no Opera Studio de Zurique

Em parceria com
A próxima geração de estrelas da ópera no Opera Studio de Zurique
Direitos de autor euronews
De  Andrea Buringeuronews
Partilhe esta notícia
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

O International Opera Studio de Zurique é um dos mais importantes centros de formação para novos cantores.

"O Opera Studio de Zurique foi uma ótima escola para mim. Colocou a fasquia muito alta. Eu disse a mim próprio que queria trabalhar para atingir esse nível”, contou à euronews o tenor francês Benjamin Bernheim.

Fundada em 1961, a instituição pioneira serviu de modelo para muitas academias.

"Aprende-se sobretudo a conhecer a profissão. O que ela implica. Não é só subir ao palco e cantar. Há aspetos pessoais. Quais são os meus objetivos? O que é que eu quero alcançar? Em que direção quero ir? É preciso planear tudo muito bem", sublinhou a soprano suíça Chelsea Zurflüh, artista residente.

Euronews
A soprano suíça Chelsea Zurflüh, artista residenteEuronews

Os primeiros passos das estrelas da ópera

O International Opera Studio marca a transição entre os estudos e uma carreira profissional.

"É de facto uma ponte. Eles têm a possibilidade de praticar todos os dias durante um ou dois anos. Adquirem experiência connosco e no palco principal”, explicou Thomas Barthel, diretor-adjunto do International Opera Studio.

O centro de formação oferece aulas de canto, de encenação e master classes. Além do canto, há muito para aprender na arte da representação.

"O que é que podemos fazer com os olhos e com as costas? Tudo isso é importante em palco. Como devemos caminhar, olhar? O que fazer para que as pessoas nos entendam? Como sentir a presença da outra pessoa sem olhar para ela?", exemplificou Renata Blum, Assistente de encenação, do International Opera Studio.

Depois de ter estudado canto em Oxford e Londres, Maximilian Lawrie integrou o grupo de 18 jovens cantores de todo o mundo que tiveram a oportunidade de aprender com os melhores.

"O mais importante é ter professores totalmente empenhados Podemos evoluir sem a pressão de ter de ir para o palco e cantar os papéis principais de forma perfeita”, sublinhou o tenor Maximilian Lawrie, artista residente no International Opera Studio.

Aprender com os melhores do mundo

Muitos dos estudantes que passaram pela instituição atuaram nos maiores palcos do mundo. As sessões de formação com Adrian Kelly, diretor do Opera Studio de Zurique são momentos preciosos para os jovens artistas.

"Quando penso na forma como a minha voz soava antes de começar as aulas de canto… Agora há uma diferença enorme. E era muito mais tímida nessa altura do que sou hoje. Agora é muito mais fácil para mim assumir a minha personalidade em palco”, frisou a contralto Freya Apffelstaedt.

"Eles têm de ser muito fortes. Têm de ter a força para começar uma carreira difícil e ter perseverança. Para que se sintam confortáveis, é importante que continuem a progredir vocalmente numa direção saudável", afirmou Adrian Kelly.

Maximilian Lawrie teve a oportunidade de cantar lado a lado com Benjamin Bernheim numa nova produção de Romeu e Julieta, do compositor Charles Gounod.

"Para mim, o Zurich Opera Studio foi uma experiência extraordinária. Em todos os espetáculos, havia pelo menos uma estrela em palco. Uma vez, tivemos a Renée Fleming, e depois a Cecilia Bartoli, o Jonas Kaufmann, e o Piotr Beczała”, recordou o tenot francês.

Euronews
O tenor francês Benjamin Bernheim passou pelo Opera Studio de ZuriqueEuronews

"É incrível poder ver o trabalho de Benjamin Bernheim. Não se trata apenas de ver as atuações, mas de ver também os ensaios. Podemos ver a diferença na forma como ele aborda os ensaios e as atuações e como as actuações acrescentam um brilho e um fulgor suplementares. É algo muito inspirador, dá-me vontade de trabalhar cada vez mais ao nível da técnica”, disse o artista residente Maximilian Lawrie.

Estudantes cantam ao lado de grandes estrelas

A personagem da Julieta é encarnada por Julie Fuchs. A soprano francesa adora partilhar as luzes da ribalta com artistas em ascensão.

"É sempre uma mais-valia para uma produção ter membros do Opera Studio. Acho que eles trazem sempre energia, entusiasmo, humildade, juventude e frescura. E fico sempre feliz quando há membros do Opera Studio numa produção", sublinhou a soprano francesa.

"Vejo o meu futuro de uma forma muito positiva. Espero poder cantar em sítios com os quais, por agora, só posso sonhar. O meu sonho é ser capaz de cantar papéis fantásticos em muitos sítios diferentes", frisou Chelsea Zurflüh.

"Aprendi muito aqui. Sempre pensei que tinha de desempenhar um papel quando me encontrava em palco. Sentia-me um pouco estranha porque pensava que tinha de fingir em palco. Mas, na verdade, é completamente ao contrário. Temos de levar a nossa personalidade para o palco e encontrar algo de nós próprios em cada papel", concluiu Freya Apffelstaedt.

Partilhe esta notícia

Notícias relacionadas

Talentoso jovem maestro ganha Prémio Herbert von Karajan

"Champion", a vida do pugilista Emile Griffith numa ópera-jazz

O universo fascinante das vozes operáticas masculinas: o barítono, o baixo-barítono e o baixo