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Paul Auster morre aos 77 anos

Romancista norte-americano Paul Auster morre aos 77 anos
Romancista norte-americano Paul Auster morre aos 77 anos Direitos de autor BEBETO MATTHEWS/AP
Direitos de autor BEBETO MATTHEWS/AP
De  David Mouriquand
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Artigo publicado originalmente em inglês

O autor de “Trilogia de Nova Iorque" e “Leviathan” morreu de complicações de cancro do pulmão. Os seus livros foram traduzidos para mais de 40 línguas e é um escritor reverenciado em França, que considerava a sua “segunda casa”.

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Paul Auster, o prolífico autor norte-americano cujas obras incluem “Trilogia de Nova Iorque ou "Leviathan", morreu aos 77 anos na sequência de complicações devido a um cancro no pulmão.

Auster morreu na sua casa em Brooklyn, Nova Iorque, segundo o New York Times, que cita um amigo do romancista.

O diagnóstico de cancro de Paul Auster fora anunciado pela primeira vez no ano passado pela mulher e colega, a autora Siri Hustvedt.

Nascido na vizinha Nova Jérsia, Auster tornou-se um ícone literário em Nova Iorque durante a década de 1980, com obras como "Trilogia de Nova Iorque", que dá um toque filosófico ao género policial.

As suas outras obras mais importantes incluem "Palácio da Lua" (1989), "O Livro das Ilusões" (2002) e "As Loucuras de Brooklyn" (2005).

Foi também argumentista e escreveu os argumentos de vários filmes, incluindo "Lulu on the Bridge" (1998) e "A Vida Interior de Martin Frost" (2007). No entanto, foi o argumento do filme "Fumo", de 1995, que retratava as almas perdidas que frequentam uma tabacaria de Brooklyn, que recebeu mais elogios. O filme ganhou o Urso de Prata no 45.º Festival de Cinema de Berlim, bem como o Independent Spirit Award para Melhor Primeiro Argumento.

Os romances pós-modernos e muitas vezes existencialistas de Auster, cujos temas giram frequentemente em torno da perda em todas as suas permutações, foram traduzidos para mais de 40 línguas. São muito populares na Europa.

Auster venceu ainda o prémio estrangeiro Médicis por "Leviathan", em 1993, e é um escritor venerado em França, que considerava a sua "segunda pátria".

O seu último livro, "Baumgartner", publicado no ano passado, é uma terna meditação sobre a memória e a perda, que acompanha a vida de um professor de filosofia prestes a reformar-se, que sofre a perda da mulher.

Outras fontes • New York Times, AFP

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