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Morreu João Canijo, um dos maiores cineastas portugueses

João Canijo recebe o Grande Prémio do Júri Ursa de Prata após a cerimónia de entrega dos prémios do Festival Internacional de Cinema, Berlinale, em Berlim, Alemanha, 2023
João Canijo recebe o Grande Prémio do Júri Ursa de Prata após a cerimónia de entrega dos prémios do Festival Internacional de Cinema, Berlinale, em Berlim, Alemanha, 2023 Direitos de autor  Markus Schreiber/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
Direitos de autor Markus Schreiber/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
De Euronews
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João Canijo morreu na quinta-feira, dia 29 de janeiro, aos 68 anos. A causa da morte não foi divulgada, mas alguns órgãos de comunicação social avançam com a possibilidade de um ataque cardíaco fulminante.

Perdeu-se um dos nomes mais sonantes e emblemáticos do cinema português, mas jamais se perderá a obra.

João Canijo nasceu a 10 de dezembro de 1957, no Porto. Tinha completado 68 anos há pouco mais de um mês. Ultimamente, repartia a vida entre Lisboa e Vila Viçosa, no Alentejo, onde faleceu, possivelmente, vítima de um ataque cardíaco fulminante.

Estudou História na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), mas não concluiu o curso para se dedicar à sua verdadeira paixão: o cinema.

Foi assistente de realização de Manoel de Oliveira, Wim Wenders e Werner Schroeter e, em 1988, realizou a sua primeira longa-metragem, “Três Menos Eu”.

Entregou-se à sétima arte em várias dimensões: escreveu, realizou e também teve participações como ator, maioritariamente em curtas-metragens.

Foi realizador de séries televisivas como “Alentejo Sem Lei”, “Cluedo” ou “Sai da Minha Vida” todas dos anos 90. Mais recentemente, em 2024, realizou uma série para a RTP, “Hotel do Rio_”_, baseada nos seus filmes “Viver Mal” e “Mal Viver”.

O cineasta ficou conhecido pela intensidade das suas personagens e pela forma profunda e próxima como captava as suas vivências e emoções, com especial destaque para a figura feminina. Defendia que o espetador devia ter liberdade para “criar as suas próprias histórias” e, por isso, recusava narrativas excessivamente explicadas.

Fazem parte do seu legado filmes como "Noite escura" (2004), "Sangue do Meu Sangue" (2011), "Portugal, um dia de cada vez" (2015) "Fátima" (2017), "Viver Mal" (2023) e "Mal Viver" (2023).

Foi com este último que ganhou um dos prémios mais importantes da sua carreira: o Urso de Prata, no Festival de Berlim, em 2023.

João Canijo chegou a dizer, numa entrevista, que se o filme não tivesse estado neste festival não teria chegado a tantos países como México, Argentina, Uruguai, Espanha ou França, e classificou “Mal Viver” como “o seu melhor filme”.

João Canijo com algumas pessoas do elenco do filme "Mal Viver"
João Canijo com algumas pessoas do elenco do filme "Mal Viver" Jens Kalaene/(c) Copyright 2023, dpa (www.dpa.de). Alle Rechte vorbehalten

A ministra da cultura de Portugal, Margarida Balseiro Lopes, já reagiu à morte do cineasta enfatizando a "perda irreparável para a cultura portuguesa."

O realizador estava a trabalhar na fase de pós-produção do filme "Encenação", rodado o ano passado, com Miguel Guilherme como protagonista.

João Canijo deixa um legado incontornável no cinema, não só a nível nacional, mas também internacional, e um retrato fiel da cultura portuguesa através das muitas personagens a que deu vida.

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