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Europa: 10 países europeus comprometem €9,5 mil milhões para projetos eólicos no Mar do Norte

Imagem aérea de turbinas eólicas no Mar do Norte
Vista aérea de aerogeradores no Mar do Norte Direitos de autor  Copyright 2009 AP. All rights reserved.
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De Liam Gilliver
Publicado a Últimas notícias
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Declaração histórica vai permitir em breve ligar parques eólicos no mar a vários países europeus.

Quase uma dúzia de países uniu esforços para sair da “montanha-russa” dos combustíveis fósseis e transformar o setor da energia eólica.

Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Islândia, Irlanda, Luxemburgo, Países Baixos, Noruega e Reino Unido assinam esta segunda-feira a Declaração de Hamburgo, um compromisso histórico para instalar 100 GW de projetos conjuntos de eólica no mar nas águas partilhadas do Mar do Norte até 2050. O suficiente para abastecer cerca de 143 milhões de casas.

O acordo de 9,5 mil milhões de euros pretende transformar o Mar do Norte no “maior reservatório de energia limpa” do mundo e mobilizar 1 bilião de euros de capital na Europa. Também deverá criar mais de 90 000 empregos e reduzir os custos de produção de eletricidade em 30 por cento nos próximos 15 anos.

A Declaração de Hamburgo surge poucos dias depois de Donald Trump ter apelidado de “perdedores” os países que investem na energia eólica.

Mar do Norte vai tornar-se polo da energia eólica

Há três anos, os países ribeirinhos do Mar do Norte comprometeram-se a instalar 300 GW de eólica no mar até 2050, em resposta à invasão ilegal da Ucrânia por Putin e à “utilização da energia europeia como arma”.

Um terço desse objetivo está agora previsto vir de projetos conjuntos de energia limpa. Incluem novos “ativos híbridos” de eólica no mar, parques eólicos em alto mar ligados diretamente a mais do que um país através de interconectores de usos múltiplos (MPI).

Já existe uma rede de cabos submarinos que liga as redes elétricas de países europeus, mas a Declaração de Hamburgo assinala a primeira vez em que parques eólicos serão ligados diretamente a vários países.

Num comunicado conjunto, a associação setorial RenewableUK e a National Grid Ventures, o braço de desenvolvimento comercial da National Grid do Reino Unido, afirmam que o uso de MPI reduziria a infraestrutura necessária para transportar eletricidade, diminuindo o impacto nas comunidades costeiras e no ambiente.

Ainda assim, os interconectores têm gerado controvérsia na Noruega devido a receios de que a energia gerada por MPI possa ser vendida ao estrangeiro. Isso impede a descida das faturas para os residentes e reduz a disponibilidade de energia.

Para evitar isso, governos começaram a introduzir regras rígidas que proíbem exportações de eletricidade quando o abastecimento interno estiver em risco.

Sair da “montanha-russa” dos combustíveis fósseis

“Defendemos o interesse nacional ao acelerar a transição para a energia limpa, que pode tirar o Reino Unido da ‘montanha-russa’ dos combustíveis fósseis e dar-nos soberania e abundância energética”, afirma o ministro da Energia do Reino Unido, Ed Miliband.

“Depois do nosso leilão recorde de renováveis, avançámos hoje ao assinar um pacto de segurança energética limpa com aliados europeus para garantir que maximizamos o potencial de energia limpa do Mar do Norte.”

A ministra da Economia da Alemanha, Katherina Reiche, diz que o pacto oferece “perspetivas fiáveis” para o setor offshore, ajudando a preparar empregos para o futuro e a assegurar “criação de valor na Europa”.

No ano passado, a energia solar e a eólica geraram, pela primeira vez, mais eletricidade na UE do que os combustíveis fósseis. Apesar do marco, muitos especialistas em energia consideram que a rede “desatualizada” da UE está a travar o progresso.

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