A OMS confirmou um novo caso de hantavírus ligado ao navio MV Hondius, num tripulante que desembarcou em Tenerife e foi repatriado para os Países Baixos. No total, há agora 12 infeções.
Foi confirmado esta sexta-feira um novo caso de hantavírus associado ao navio de cruzeiro MV Hondius, num membro da tripulação que desembarcou em Tenerife e foi posteriormente transferido para os Países Baixos, elevando para 12 o total de infeções, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Mantém-se em três o número de mortos, como indicou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa, onde precisou que não se registaram novas mortes desde 2 de maio, data em que o surto foi comunicado pela primeira vez à agência.
"Continuamos a apelar aos países afetados para que vigiem de perto todos os passageiros durante o resto do período de quarentena", acrescentou Tedros, sublinhando que o novo caso detetado tem permanecido em isolamento desde a sua repatriação.
Recordou ainda o diretor-geral da OMS que continua a ser feito o acompanhamento de mais de 600 possíveis contactos em 30 países, embora ainda falte localizar "um pequeno número de contactos de alto risco".
Tedros agradeceu aos países que têm colaborado na resposta à crise e na investigação epidemiológica, entre os quais a Argentina, Cabo Verde, o Chile, os Países Baixos, a África do Sul, a Espanha e o Reino Unido.