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Síria sem solução à vista

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De  Joao Duarte Ferreira
Federica Mogherini (esq.)
Federica Mogherini (esq.)

A União Europeia está alinhada com o Reino Unido, a França e os Estados Unidos na condenação do ataque com armas químicas apelando ainda ao seguimento do processo definido pela ONU.

Este o teor do encontro do Conselho de Negócios Estrangeiros da UE que se reuniu esta segunda-feira no Luxemburgo.

"Os ministros dos Negócios Estrangeiros classificaram o alegado ataque com armas químicas na Síria como "chocante" apelando à realização de uma investigação independente. Federica Mogherini, a chefe da diplomacia europeia apelou ao relançamento do processo de paz da ONU. Este um dos tópicos a discutir estar terça-feira no parlamento europeu em Estrasburgo" afirma a repórter da euronews Isabel Marques da Silva que acompanhou o encontro.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, não escondeu o desapontamento ao afirmar que a solução para este conflito que dura há sete anos parece ainda muito longe.

"A única forma de colocar um ponto final no sofrimento e na morte de tantos sírios e, já agora, a única forma de evitar o escalar da crise síria para um conflito regional ou mesmo global, é pressionar todas as partes e, em particular, o regime sírio a vir a Genebra com intenções sérias para negociar", disse após o encontro de chefes da diplomacia europeia.

O alegado ataque químico na Síria e a resposta do Ocidente poderão não ser suficientes para colocar um ponto final no conflito mas pode ser o sinal para regressar à mesa das negociações como afirma este académico e antigo diplomata.

"A Rússia foi prevenida a fim de salvaguardar o seu pessoal e equipamentos. Por isso, esses ataques, que não são de todo uma agressão contra a Rússia e nem mesmo contra o regime de Assad, servem para dar o sinal que é tempo de após sete anos de um conflito atroz, de falar de política e de uma solução para o conflito", adianta Marc Pierini do "think tank" Carnegie Europe.

Para a semana, representantes da diplomacia dos países árabes e representantes da oposição síria discutem em Bruxelas formas de terminar com este conflito.