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Brexit: Acesso ao mercado gera impasse negocial

Brexit: Acesso ao mercado gera impasse negocial
Direitos de autor Olivier Matthys/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
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De  Isabel Marques da SilvaJoanna Gill
Publicado a Últimas notícias
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Quando falta pouco mais de um semestre para acabar o período de transição (31 de dezembro) iniciado com o Brexit a 31 de janeiro, o negociador comunitário, Michel Barnier, mostra-se desiludido, e o britânico, David Frost, pede nova abordagem.

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São parcos os progressos nas negociações entre a União Europeia e Reino Unido quanto à futura relação.

A desilusão marcou mais uma ronda de negociações, em maio, com ambas as partes a pedirem mudança de abordagem, sobretudo na definição das condições de concorrência leal nas trocas comerciais.

O principal negociador pela parte britânica, David Frost, disse, esta sexta-feira, que "manter um grande alinhamento do Reino Unido com a legislação da União Europeia não tem precedentes noutros acordos de livre comércio". O negociador acrescentou que "quando a União Europeia aceitar que não se chegará a acordo nessa base, poderão ser feitos progressos".

Quando falta pouco mais de um semestre para acabar o período de transição (31 de dezembro) iniciado com o Brexit a 31 de janeiro, o negociador comunitário, Michel Barnier, mostra-se desiludido .

"O desejo deles, que eu considero irrealista, é manter todas as vantagens do mercado único e da união aduaneira, sem acatarem nenhuma das restrições que são respeitadas pelos Estados-membros", explicou Barnier, em conferência de imprensa, em Bruxelas.

Para evitar o tão temido cenário do não-acordo no final do ano, o Reino Unido ainda poderia pedir um prolongamento das negociações, mas tem sempre recusado a ideia.

"Estamos disponíveis para todas as opções. Neste momento, não estou otimista, continuo determinado, mas não estou otimista", acrescentou o negociador pela União Europeia.

As duas rondas de negociações em junho poderão ser decisivas para determinar se o processo, iniciado com o referendo de 2016, é concluído a bem ou a mal.

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