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UE apela à libertação de Alexei Navalny

Alexei Navalny no avião para Moscovo, depois de ter sido tratado, na Aleamnha, por envenenamento com arma química na Rússia
Alexei Navalny no avião para Moscovo, depois de ter sido tratado, na Aleamnha, por envenenamento com arma química na Rússia Direitos de autor AP Photo
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De  Isabel Marques da SilvaJack Parrock
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Os governos dos três Estados-membros da União Europeia na região do Báltico querem a imposição de novas sanções contra o Kremlin. Estónia, Letónia e Lituânia estão já a redigir uma proposta conjunta nesse sentido.

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A União Europeia considerou inaceitável a detenção do líder da oposição Alexei Navalny após o seu regresso, domingo, à Rússia, e apela à sua libertação.

"A Europa salvou a vida de Alexei Nalavlny e gostaríamos de agradecer às autoridades alemãs por tê-lo ajudado. Pedimos às autoridades russas que libertem o Sr. Navalny. A sua detenção representa uma violação dos direitos humanos e ele tem o nosso apoio", disse David Sassoli, presidente do Parlamento Europeu.

Os governos dos três Estados-membros da União Europeia na região do Báltico querem a imposição de novas sanções contra o Kremlin. Estónia, Letónia e Lituânia estão já a redigir uma proposta conjunta nesse sentido.

O Gabinete da ONU para os Direitos Humanos manifestou-se "profundamente preocupado" e pediu uma investigação imparcial.

Rússia diz que não há provas de envenenamento

Sergei Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros russo, disse que não existem provas do envenenamento e que a comunidade ocidental não deveria acreditar apenas nas palavras de Navalny.

“Navalny disse que a Federação Russa e o presidente Putin, pessoalmente, são responsáveis por ter sido envenenado e isso é aceite no Ocidente sem qualquer problema. Mas os únicos dados que temos são o testemunho de Navalny durante os interrogatórios feitos pelas autoridades de justiça alemãs", disse Sergei Lavrov.

O tema poderá ser incluído na agenda da cimeira por videoconferência dos líderes da União Europeia, na quinta-feira. Quaisquer decisões sobre sanções deverão exigir debate mais aprofundado na reunião do conselho de ministro dos Negócios Estrangeiros, a 29 de janeiro.

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