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Consumado divórcio entre Fidesz e Partido Popular Europeu

Consumado divórcio entre Fidesz e Partido Popular Europeu
Direitos de autor Ezequiel Scagnetti/Ezequiel Scagnetti
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De  Isabel Marques da SilvaSandor Sziros
Publicado a Últimas notícias
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Ainda não ficou definido se os 12 eurodeputados eleitos pelo Fidesz permanecerão como independentes, se vão pedir para se juntar ao grupo dos conservadores ou se vão criar um novo grupo no Parlamento Europeu.

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Antes sair do que ser expulso, decidiu o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, que anunciou, quarta-feira, que o Fidesz (partido que lidera) abandona o grupo do Partido Popular Europeu (PPE), que no Parlamento Europeu tem a bancada de centro-direita.

A decisão é uma reação à alteração dos estatutos do PPE sobre condições para expulsar os partidos nacionais que são seus membros.

Numa carta, Orbán disse que o PPE fez um "movimento hostil contra o Fidesz e os seus eleitores" e a bancada do centro-direita no Parlamento Europeu perdeu, imediatamente, 12 eurodeputados.

Mas a deriva autoritária deste partido húngaro há muito que causava incómodo, como demonstra o alívio de Andrzej Halicki, eurodeputado da Polónia, em entrevista à euronews: "Estou muito satisfeito, penso que este é um bom dia para o PPE enquanto grupo, porque estamos unidos e é como se tivéssemos sido vacinados".

Há anos que a relação era difícil e piorou quando o ex-presidente do Conselho Europeu, o polaco Donald Tusk, assumiu a presidência do PPE (em dezembro de 2019), que reúne 70 partidos de 40 países, incluindo os portugueses PSD e CDS.

Quero ser claro: o PPE baseia-se nos valores dos seus líderes tais como Martens, Adenauer, Kohl, Gasperi, que fundaram a União Europeia que temos hoje. E o Fidesz dos últimos anos foi afastando-se desse terreno comum.
Manfred Weber
Eurodeputado, Alemanha, líder da bancada do centro-direita

O líder da bancada no parlamento europeu é o alemão Manfred Weber, que explicou aos jornalistas o que está em causa: “É sobre o Estado de direito, é sobre o que está a acontecer na Hungria, essa é a essência do problema. Tem a ver com uma abordagem provocatória contra a Europa patente nalgumas declarações de Viktor Orbán. Quero ser claro: o PPE baseia-se nos valores dos seus líderes tais como Martens, Adenauer, Kohl, Gasperi, que fundaram a União Europeia que temos hoje. E o Fidesz dos últimos anos foi afastando-se desse terreno comum".

Orbán manterá influência em Bruxelas?

Os eurodeputados eleitos pelo Fidesz estão satisfeitos porque acusavam o PPE de críticas antidemocráticas e consideram que Viktor Orbán não perderá peso em Bruxelas por abandonar o grupo mais votado nas eleições europeias.

"Não penso, de todo, que iremos perder qualquer influência. Na realidade, se analisar os desenvolvimentos dos últimos anos, ao nível europeu, concluirá que a influência do primeiro-ministro húngaro a nível geral, por exemplo junto dos países do Visegrado - como é chamado o bloco dos Estados do centro da Europa -, até aumentou", disse Balázs Hidvégi, eurodeputado eleito pelo Fidesz, que fez referência à Polónia, Chéquia e Eslováquia (que com a Hungria constituem o Grupo de Visegrado).

Ainda não ficou definido se os eurodeputados eleitos pelo Fidesz permanecerão como independentes, se vão pedir para se juntar ao grupo dos conservadores ou se vão criar um novo grupo.

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