Líderes da UE debatem regras de exportação das vacinas

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Direitos de autor MICHEL EULER/The Associated Press
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De  Isabel Marques da SilvaJack Parrock
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A Comissão Europeia propôs novos critérios face à postura intransigente do Reino Unido, que recebe vacinas produzidas na União Europeia, mas que não aplica a reciprocidade.

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Há Estados-membros da União Europeia que querem controlo apertado nas exportações das vacinas contra a Covid-19 produzidas na Europa e outros que temem represálias com impacto ainda mais negativo, se a União Europeia começar a negar autorizações de exportação para países que não estão a aplicar a regra da reciprocidade.

Encontrar consenso é um dos objetivos principais da cimeira de líderes da União Europeia, quinta-feira, por videoconferência.

"A pressão é enorme. Esta é a questão política principal. Para ser franco, é extremamente difícil que os políticos expliquem aos cidadãos que foram distribuídas 70 milhões de doses na União Europeia e exportadas 40 milhões de doses para o exterior", disse Guntram Wolff, analista no Instituto Bruegel, em entrevista à euronews.

Intransigência do Reino Unido

A Comissão Europeia propôs novos critérios face à postura intransigente do Reino Unido, que recebe vacinas produzidas na União Europeia, mas que não aplica a reciprocidade. Entretanto, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anuciaram que vão tentar econtrar uma solução pela via do diálogo.

Os EUA também têm fortes limitações à exportação de vacinas e dos seus componentes e o tema deverá ser abordado com o presidente Joe Biden, convidado especial para uma parte da videoconferência.

Entre os Estados-membros da União Europeia também há fricções, como o governo da Áustria a pedir uma distribuição mais equilibrada e a Polónia a pressionar para contornar, excepcionalmente, as patentes até que a vacinação ganhe maior expressão.

Apenas 4,1% da população comunitária (cerca de 18,2 milhões de cidadãos) está completamente vacinada (com as duas doses, no caso das vacinas que o exigem), revelou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no arranque da reunião. A meta de Bruxelas é que, até final do verão, 70% da população adulta esteja vacinada.

Política externa na agenda

Na agenda estão, ainda, temas de política externa, incluindo uma nova estratégia para lidar com a Turquia, que se tornou muito ofensiva na exploração de recursos na zona oriental do mar Mediterrâneo, em conflito com a Grécia e o Chipre.

"Em relação ao caminho a seguir, identifiquei algumas medidas numa abordagem de dupla via. Por um lado, medidas positivas e, por outro lado, medidas mais duras, se situação piorar", explicou Josep Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia, que irá apresentar um relatório de 16 páginas aos chefes de Estado e de Governo.

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