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27 procuram entender-se sobre novas sanções contra a Rússia

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De  Euronews
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Presidente do Conselho Europeu disse que sanções da UE deverão abranger gás e petróleo russo mais cedo ou mais tarde
Presidente do Conselho Europeu disse que sanções da UE deverão abranger gás e petróleo russo mais cedo ou mais tarde   -   Direitos de autor  Jean-Francois Badias/AP Photo

Como pressionar a Rússia com um quinto pacote de sanções sem asfixiar ainda mais a economia da União Europeia (UE)? É o dilema dos 27 Estados-membros, numa altura em que se discutem novas medidas a aplicar.

Entre outras coisas, a Comissão Europeia propôs esta terça-feira, por exemplo, que os portos do bloco se fechem às embarcações russas, além de apontar baterias às importações de carvão russo, deixando de parte o gás e o petróleo.

Mas alguns Estados-membros, mais dependentes do carvão, defendem uma eliminação gradual, que se faça ao longo de três meses, de acordo com fontes diplomáticas.

Vários eurodeputados, por outro lado, alertam para a importância de se ter em conta o efeito de ricochete ao discutir as novas sanções.

"Estamos perante uma guerra inconcebível e precisamos exercer o máximo de pressão [sobre a Rússia]. Isso significa sanções e mais sanções e o que for preciso. Ao mesmo tempo, temos de nos lembrar que também somos responsáveis pela nossa segurança, pela segurança e autossuficiência energética, pela nossa segurança alimentar. Não podemos comprometer tudo isso", sublinhou, em entrevista à Euronews, a eurodeputada grega Anna-Michelle Assimakopoulou, do grupo do Partido Popular Europeu.

Durante um debate no Parlamento Europeu, esta quarta-feira, muitos eurodeputados pediram mais ambição.

Mostraram-se alinhados com o Presidente do Conselho Europeu. Para Charles Michel, mais cedo ou mais tarde serão precisas sanções contra o petróleo e contra o gás da Rússia, custe a quem custar.

"Temos de fechar as lacunas. Devemos visar qualquer tentativa de contornar as sanções e estamos prontos para agir rapidamente. Com sanções coordenadas, robustas. O novo pacote inclui a proibição da importação de carvão. (...) Penso que medidas sobre o petróleo e até o gás também serão necessárias, mais cedo ou mais tarde", insistiu Charles Michel.

A Hungria é um dos países mais relutantes em atingir o gás e o petróleo russos. Alemanha e Áustria, embora resistentes, dão sinais de possível abertura.

Os embaixadores dos 27 junto da União Europeia tentam chegar a um consenso esta quinta-feira. Adivinha-se tudo menos fácil.