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Macron diz que a paz não se pode construir com humilhação da Rússia

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De  Christopher Pitchers
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Emmanuel Macron e Ursula von der Leyen estiveram em Estrasburgo
Emmanuel Macron e Ursula von der Leyen estiveram em Estrasburgo   -   Direitos de autor  Jean-Francois Badias/AP

Em Estrasburgo, o presidente francês disse que para acabar a guerra na Ucrânia, a paz terá de ser construída sem humilhar a Rússia.

Emmanuel Macron entende que quando o conflito terminar Moscovo e Kiev terão se se sentar à mesa e negociar.

"Amanhã, teremos uma paz para construir. É preciso nunca esquecer isso. Mencionei-o anteriormente. Teremos de fazer isso com a Ucrânia e a Rússia em redor da mesa. O fim da discussão e da negociação será definido pela Ucrânia e pela Rússia, mas não será nunca será feito com base na exclusão ou com a humilhação de qualquer uma das partes", sublinhou, em conferência de imprensa, o presidente francês.

Esta segunda-feira, data em que se assinalou o Dia da Europa, Emmanuel Macron, cujo país assume a presidência rotativa da União Europeia, também apresentou a visão de uma comunidade ampla de democracias europeias, que permitiria uma cooperação mais profunda entre países não pertencentes ao bloco.

Nações como a Ucrânia e até o Reino Unido poderiam fazer parte dessa comunidade.

As propostas foram feitas no mesmo dia em que Moscovo foi palco de paradas militares para assinalar o Dia da Vitória sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

"Penso que o dia de hoje fala por si mesmo. Por um lado, vemos um autocrata, Vladimir Putin, em Moscovo e ele teve um desfile militar. Esta é a única coisa que tem para oferecer ao seu povo. Por outro lado, no Parlamento Europeu, assistimos a uma celebração da democracia", acrescentou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A celebração da democracia contou com a apresentação das propostas da Conferência sobre o Futuro da Europa.

Uma iniciativa que se desenrolou ao longo de um ano e que deu aos cidadãos do bloco uma voz a par da oportunidade de partilharem a visão e as aspirações que têm para o futuro do continente.